segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Promessas

Eu já ando a prometer que um dia a coisa explode há demasiado tempo.

Tenho um familiar. neste caso uma, de quem não gosto, com quem não tenho afinidade, com quem não me identifico, que já me prejudicou MUITO no passado, mas que é familiar directa. Ora, para as convenções sociais, os familiares directos são intocáveis. Dane-se. Para mim valem o que valem. Se for muito, dou o coiro por elas. Se for nada, quero que se fod@m.

Esta pessoa em particular sabe [ou já devia saber, porque eu nunca o escondi e não consigo ser hipócrita a esse ponto] que eu não gosto dela, sabe o mal que já me fez, directa e indirectamente.

Esta pessoa insiste em impor-se na minha vida, com a conivência de mais família directa, para quem ela é "coitadinha" e passam a vida a justificar a infantilidade dela com "já sabes, ela é assim, não ligues". Não ligo? Mas que obrigação tenho eu de levar na minha vida com uma pessoa de quem eu não gosto e que não escolhi para amiga!?

Desde que o meu filho nasceu, a situação piorou drasticamente. Já eu tinha escolhido madrinha há muito tempo e ainda pairava a esperança vã naquelas cabeças ocas que só não vêem o que não querem, que eu ainda ia mudar de ideias e convidá-la. No dia em que o meu filho nasceu, os meus pais puderam entrar na sala de recobro, uma vez que a hora das visitas já tinha passado. Quem é que a minha mãe conseguiu enfiar lá dentro????? A mula, claro. E assim, no dia em que eu pari e queria à minha volta as pessoas que realmente me importam, levei com a mula, porque era bonito ir lá mostrar que estava presente. Ninguém se lembrou de mim, de me perguntar se queria recebê-la.

Muita água já rolou debaixo desta ponte desde então. Tenho guardado as mágoas todas para mim, para não magoar outras pessoas, mais velhas, cansadas, para as poupar às minhas angústias e aos verdadeiros motivos que me levam a querer afastar esta pessoa da minha vida. Estou a ficar esgotada. Hoje passei-me.

Ligou-me, como se nos déssemos como irmãs, a dizer que tinha ido à creche do meu filho visitá-lo. WHAT!? Mas quéstamerda!? Aquilo é algum hospital com hora de visita? Então eu ando a penar para o deixar tranquilo e sem chorar, para que ele se adapte o melhor possível e aquela mula resolve aparecer a meio do dia para estragar tudo? Sou só eu que acho uma anormalidade? Uma coisa é ir buscá-lo [que não tem autorização, obviamente]. Agora aparecer para satisfazer a sua vontade sem pensar no estado em que a criança vai ficar quando perceber que voltou a ficar sozinho??? A Educadora foi apanhada completamente desprevenida, ainda tentou demovê-la, dizendo "não se deixe ver, que ele depois fica triste e está a almoçar tão bem". Mas sua excelência insiste e entra pelo refeitório dentro "ah, vou só dar um beijinho".

Na creche já ficou indicação de que, de futuro, em circunstância alguma e seja com quem for, é situação que não volta a repetir-se. Pedi desculpa por não ter previsto esta situação, a educadora estava aflita, mas ficou assente que quem sabe o que é melhor para o meu filho SOU EU E O PAI e esta situação não volta a repetir-se.

À mula também já dei o recado. Já sei que isto me vai trazer dissabores, que vai haver tomada de partidos, na qual eu fico SEMPRE a perder. Mas caguei. Porra, pá. Era pedir muito que me deixassem em paz!?

6 comentários:

A side of me disse...

Eu entendo perfeitamente!!
Também tenho uma cola que aparece quase todos os dias e não me larga a porta!
E como ficou ele, não ficou incomodado com a ida?

Dreia disse...

Obrigada Ni este post é um alerta para determinadas situações...e esta que relataste pode muito bem acontecer-me!

(já agora aproveito para escrever o que não posso escrever no meu blogue)
Eu tenho alguém que actualmente também não me "dou" bem (entre aspas porque nunca entrei em confronto directo)... É a sogra! Sempre foi correcta comigo, mas em 11 anos de convivência nunca me teceu um simples elogio...em tudo na vida! Num dia de comemoração, posso estar deslumbrante que ela não abre a boca, mas não perde tempo em elogiar a outra futura nora; quando quis engravidar ela dizia "tu nunca vás engravidar", qd engravidei ela dizia que "esta gravidez não vai até ao fim". O neto nasceu (prematuro) só se queixava do quão pequeno era... agora esta orgulhosa do tamanho dele, mas julga-me má mae pk nao acredita no leite materno e diz à boca grande que eu deixo o meu filho passar fome pk nao dou leite adaptado ou papas... Enfim tem sido um inferno desde que o meu menino nasceu! O marido, apenas diz que eu implico, toma partido da mãe e hoje em dia é um martirio ir à casa dela!
beijinho

Ni! disse...

Fico triste por haver mais situações estúpidas, como esta :(

Dreia,
Uma sogra assim vai ser uma pedra no teu sapato sempre. Começa já a por as unhas de fora e a defender-te por antecipação. Gentinha, pá.

Naná disse...

Ni, calculo que não seja fácil uma situação dessas... mas tu tens mesmo que pôr um ponto final nisso, duma vez por todas!
Se não a tua saúde vai-se e o teu filho pode apanhar por tabela!

A side of me disse...

Dreia, eu já tive que confrontar a minha. E tive mesmo que me impôr (queria mandar na minha casa). Mandei-a dar uma curva. Remédio santo (pelo menos até agora). Não voltou a armar-se em chica esperta...

Tanita disse...

Ni,
faço das minhas palavras todas as outas que aqui estão. Força!