terça-feira, 4 de agosto de 2009

Arrête toi... upa lala


Eu juro que não sou má pessoa. Tenho-me em boa conta até, assim uma gaja a atirar para o tolerante [até me chegar a mostarda ao nariz, pelo menos]. Palavra... sou tolerante sobretudo em relação às diferenças. Também não tenho a mania de generalizar, aliás detesto frases feitas do tipo "os homens são todos iguais". Mas há assuntos, bem... há assuntos que me fazem perder totalmente a compostura.


Então não é que eles andem aí? Hum? A emigrantada [sim, isto é pejorativo e desculpem-me lá as almas que, sendo emigrantes, não se incluem no estereótipo] está de volta, again. Arre que isto é uma praga que acontece todos os anos e mesmo assim, não me conformo.


Mas quem é que lhes disse que é fino andar de chanatas e calçãozinho e camisolinha de alças assim para o transpirado e boné e óculos de sol marados no meio da rua [e alto lá que eu não estou na praia] a palrar alto. Sim, a palrar, não me enganei. É que aquilo que eles palram nem é boi nem é vaca, é uma espécie de mescla de dialectos. Sobretudo os franciús. A maioria [ó pra mim a NÃO generalizar] nem o português alguma vez soube falar, então quando se aventura a misturar-lhe algo parecido com um primata a falar francês, ui... Arrête toi, upa lala!


E conduzir? Pra quê, ó pá! Se vocês não conduzem lá no estrangeiro e nem sequer carro têm, porque é que insistem em infernizar-nos a vida com as vossas manobras distorcidas que mais ninguém entende!? Hã?!?!? Porquê, caraças!?


E para é que vão ao hipermercado [ou pelo menos porque é que vão à mesma hora que eu]!?!?!? Dass... É que não se aguenta circular num espaço que normalmente até é grande, sempre ao encontrão aos milhentos carrinhos deixados no meio do caminho por labregos que entretanto foram ver se havia pommes-de-terre à beira dos legumes ou se é como lá acima en France, junto aos congelados. Put@ que pariu a sorte!


Ah e ó gente, ensinem lá as vossas ninhadas que Portugal é um país que devem respeitar e isso inclui respeitar as pessoas que cá vivem e não comportarem-se como gado à solta, sim? Ou então [melhor ainda], deixem-nos lá ficar, esqueçam-se deles à la maison e poupem-nos às modas deprimentes e invariavelmente atrasadas.


Obrigadinha, sim!?

2 comentários:

Daniela disse...

Dasse! Não há paciência pa! Parece que é do género: Trabalhei 6 meses seguidos para poder comprar esta magnifica carrinha bmw por isso agora conduzo como eu quiser!

Cum camandro!

Liliana Gorjao disse...

Epá Ni, pensamos no mesmo.
Ainda hoje apanhei um cabrão dum franciú na estrada que já me estava a meter nervos!
E olha que eu até sou tolerante com os imigras, nem lhe buzinei... muito.
Bjs