sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ora toma!

Tenho uma espécie de diplomata em casa [para algumas coisas, diga-se].

Aqui há umas semanas, tivemos uma festa de anos de um filho de uns amigos. Fazia 3 anos também e estava com alguma dificuldade em partilhar os seus brinquedos. A propósito de um carro da Chicco que já nem é para a idade deles, encontrei-os no seguinte diálogo:

M - Deixas-me andar no teu carrinho?
M2 - Não, agora tenho de por gasolina.
M - Já posso?
M2 - Não, estou a compor os parafusos.
M - E agora já posso?
M2 - Agora não, porque blablabla...

E perante esta recusa, diz-lhe o meu filho: "Olha, daqui a nada eu vou-me mas é embora e tu ficas aqui a brincar sozinho."

No instante seguinte, lá saiu montado no carrinho, que o outro lhe emprestou prontamente.

Hoje, acordou a falar no Pedro.

"Lá na escola o Pedro bate-me. O Pedro é grande. Os grandes batem, não pode ser, pois não mãe?"
- Não, filho. Bater é muito feio. Deves ralhar com o Pedro e dizer-lhe que isso não se faz.
"Pois. Amanhã vou levar o pau da avó G. e dar-lhe com ele no rabo [na verdade, ele disse cú, coisas da minha avó, don't ask...]
- Pronto, deixa lá isso. É melhor conversarem.

Ia no carro a caminho da escola a repetir que não se faz e que os grandes batem, mas que lhes ia dizer que isso não se faz...

Quando estava quase a chegar à porta da sala, viu o tal Pedro no corredor. Largou-me da mão, começou a caminhar apressado em direcção a ele, de dedo indicador em riste e diz-lhe alto e bom som: "TU NÃO ME VOLTAS A BATER, OUVISTE? ISSO NÃO SE FAZ!"

O outro, apesar de bem maior, meteu o rabinho entre as pernas e lá foram os dois para a sala. Pode ser que se tenha safado de levar com o pau da minha avó :P

Adoro vê-lo resolver assim os seus conflitos. Está crescido!