terça-feira, 7 de agosto de 2012

É a porca miséria

Para onde quer que me vire, só encontro pessoas/famílias com a corda no pescoço.

Ou trabalham e não recebem, mas também não chegam a estar tempo suficiente [3 longos meses] sem receber para poderem rescindir por justa causa e recorrer ao fundo de desemprego.

Ou não têm trabalho.

Ou estão a receber do desemprego, mas não conseguem voltar à vida activa.

Ou trabalham em condições tão precárias e incertas que a qualquer momento passam do minimamente remediado ao sem-comida-para-por-na-mesa.

As pessoas andam tristes, abatidas, deprimidas. Eu falo por mim, que me vejo cada vez mais à rasca para não passar esta ansiedade do incerto ao garoto. Não fosse ele e eu não me levantava da cama. Não fosse ele também e eu, provavelmente, levantava-me da cama sem nada a perder e passava-me dos carretos.

Existem casos de sucesso, e ainda bem. É claro que não posso generalizar a toda a população, mas tenho para mim que a grande maioria está à nora e sem saber o que fazer à vida.

Ontem dizia merda. Hoje sai-me um grande foda-se.

6 comentários:

Silvana Santos disse...

E aqueles, como eu, que optaram por sair do país para viver um pouco melhor.
Porcaria de crise!

saudosa disse...

Só me resta dizer.... tal e qual...

Sara disse...

Ainda anteontem estive a falar com o meu pai sobre isso. Ele diz que as coisas estao piores que em Abril (quando emigrei) ebeu dou graças a Deus por ter saido dai. E fico com o coraçao tao apertado quando penso na quantidade de pessoas que estao nas situaçoes que descreveste! Fico tao triste por saber que tb os meus estao menos bem . Juro que quando falo com alguem da situaçao de portugal me vêm as lagrimas aos olhos...
O melhor que fiz foi emigrar, sem duvida :/

Naná disse...

Sinceramente este é um tema que me deixa completamente sem palavras. Não sei o que dizer, o que posso fazer...

Ni! disse...

Sair do país é cada vez mais um cenário a ponderar. Admiro a vossa coragem, sobretudo porque sei que têm filhos pequenos. Haja saúde...

Tanita disse...

Sinceramente não sei onde isto vai parar.