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terça-feira, 6 de março de 2012

Saga chupeta

Na passada 5ª feira, reparei ao chegar à creche que a chupeta do piolho estava toda rota de ele trincar. Disse-lhe qualquer coisa como "Ai filho, esta chupeta está uma vergonha. Temos de a deitar ao lixo". Para minha surpresa, ele foi direito ao caixote do lixo e deitou-a fora. Fiquei um bocado apardalada e disse à educadora: "tem uma nova na mochila, vamos ver como corre".

Quando o fui buscar à tardinha, disseram-me que dormiu pacificamente sem o adereço. Fiquei obviamente surpreendida, mas resolvi alinhar e à noite também não lha dei. A resposta era sempre a mesma: "não te lembras que a deitaste ao lixo?" Pediu uma nova, disse-lhe que não tinha. Pediu-me para ver os bolsos. Mostrei-lhos, vazios. Resignou-se e acabou por adormecer e dormir a noite toda sem o objecto de sua adoração. Os três primeiros dias passaram-se quase sem dramas. As mesmas perguntas, as mesmas respostas. Até que deixou de falar no assunto. Pensei que a etapa estava ganha.

Mas enganei-me. À medida que o tempo foi passando, notei-o mais nervoso e agitado. Como se estivesse a ressacar, meu rico filho. Se as primeiras 3 noites foram pacíficas, as últimas 2 foram pavorosas. Odeio ver o meu filho assim. Sinto que sofre, geme, treme, diz que tem medo, não quer ficar na cama dele, passou a adormecer ao colo [coisa antes nunca vista], acorda de noite e chama, chama, chama. Eu vou, claro, e fico lá com ele, embalo, canto, sossego-o, digo-lhe que estou sempre ali, blablabla. Esta noite tive de o levar para a minha cama às 6 da manhã. Deixei-o com o pai e fui dormir para a sala.

Ele só tem 2 anos e uns pós. E sofre. E eu não quero vê-lo sofrer mais. Nunca pensei que fosse tão complicado, mas a culpa foi minha. Ele efectivamente deitou a chupeta no lixo, mas não contava que não houvesse mais nenhuma. Eu é que forcei. E eu é que tenho de descalçar esta bota. Falei com o pai e decidimos devolver-lha, à noite, antes de ir deitar, na esperança de o conseguir convencer a deixá-la ficar na cabeceira, de manhã. Mas também decidimos que seja qual for o desfecho, não vamos forçar nada. Já chega. Todo este sofrimento do miúdo foi escusado e inglório.

Reconheço a razão dos argumentos contra a chupeta, que dá cabo dos dentes e tal e tal, mas eu acho que a falta daquele objecto que o consolava, mesmo que só à noite, está a ter consequências que não compensam. O meu filho que sempre adormeceu sozinho, na cama e sempre dormiu toda a noite, regrediu. E eu não vou andar a compor de um lado para estragar do outro. Psicologicamente, tem sido duro para ele, sobretudo, mas também para nós.

De certeza que não há-de levar chupeta para a tropa. E há-de ser assim com tudo. As coisas irão acontecer ao ritmo dele e não ao meu. Espero estar a fazer o melhor. Pelo menos, estou a fazê-lo em consciência, e a pensar nele em 1º lugar.

Já sei que as opiniões são as mais diversas sobre este assunto. Estão todas convidadas a partilhar, mas este post não é mesmo daqueles pedidos de opinião. É só um registo do que aconteceu e do que decidimos fazer para lidar com a situação. Hei-de voltar ao assunto.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Recuar para avançar?

A coisa da sanita andava a correr bem. Na primeira semana. Digamos que me deu um amoke, montei o redutor, montei o miúdo no redutor e pronto. Ao 3º dia, ele pedia para fazer cocó e eu sentia-me a última coca-cola do deserto no mundo da maternidade.

Puft! Foi-se o entusiasmo inicial. Agora é mais:

-"Queres fazer cocó?"
-"Não"
ou
-"Sim, na fralda. Já fiz"

Maneiras que não tenho insistido muito no dia-a-dia, não vá o garoto ficar traumatizado e estoirar-me o orçamento em pedo-psiquiatras antes da 4ª classe... Mas ao fim-de-semana, a coisa com tempo e paciência vai-se dando. Sempre por insistência da minha parte.

Outra coisa que já me começa a mexer com os nervos é a chupeta. Vai para a escola e na maioria dos dias ainda vamos a caminho e já me está a dar o objecto de sua adoração para guardar no cacifo. Lá fica todo o dia, sendo apenas requisitada na hora da sesta. Mal lhe começo a vestir o casaco na hora de ir para casa... "Mãe, quero a chupeta". E não há quem o demova. Em casa procuro tirar-lha do alcance da vista, mas de tempos a tempos lembra-se e... "Mãe, quero a chupeta". E não há quem o demova. Irra!

Aproveitando a amigdalite [nestes tempos de crise aproveita-se tudo], ontem dizia-lhe: "Sabes? Ficaste com um doi-doi na garganta [doi-doi... humpf] por causa da chupeta. As bactérias ficam aí e depois vão para a garganta e fazem febre e isso faz doer [how dramatic, I know]". O gajo não gostou mesmo nada da conversa. Virou-me uns olhos de revolta como se eu o estivesse a trair.

Eu sei que a mãe sou eu e que tudo se irá resumir a umas noites mal dormidas [não aguento, agora não aguento] ou então à sua própria vontade. Não há por aí receitas milagrosas, há?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Conquistas do piolho


Antes achávamos que era inadvertido, mas agora não há dúvidas... tira a xuxa da boa e fica uns minutos a olhar para ela muito sério. Depois tenta voltar a pô-la, acerta no olho, na bochecha, na testa e, como não consegue acertar na boca, desinteressa-se e larga-a... O pior é à noite... quando o vou deitar começa com a mesma brincadeira :S

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Ainda sobre chupetas


Depois da experiência deste post, decidi seguir a dica da Tété e comprei um pack de duas chupetas da Nuk. Comprei também o tamanho 3-6 das da Avent, para usar essencialmente durante o dia. Gostava que ele se habituasse a todas e até ver acho que consigo. O objectivo é que use estas à noite, pois não têm argola. Está ali a fazer uma sesta com a sua pêpê nova e está a correr bem... o único senão é que estas chupetas marcam-lhe um pouco a bochecha gorducha... mas como ele normalmente deita fora a chupeta depois de adormecer, penso que não será problemático.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Marcha tudo

Ainda estava grávida quando comprei um pack de duas chupetas da Phillips Avent [rendi-me a esta marca, acabei também por comprar um biberão para a água] para o M. Gostei delas. Simples, tetina de silicone, sem formatos esquisitos [tipo gota-não-sei-de-quê ou pingo de mel...]. Pensei: assim só vou ter de comprar o tamanho adequado a cada idade e o rapaz nunca vai estranhar... e ainda por cima trazem uma protecção para quando não estão a ser usadas. Ora vejam:Só que as ditas xuxas têm a parte exterior e a argola em material rígido... ora isso de noite acaba por se tornar um problema, porque o melga deixa-a cair e aquilo às vezes fica-lhe debaixo da carita. Além de o magoar, quando não vamos a tempo de a tirar, acaba por acordar...

Tive, portanto, de pensar numa solução e decidi comprar uma daquelas xuxas horrorosas em borracha, da Chicco, que sempre detestei e que agarram tudo quanto é porcaria. Mas são maleáveis e assim acho que o problema fica resolvido... Depois lá hei-de pensar o que fazer para evitar que o raio da xuxa ande sempre coberta de pelos da roupa e tal, mas isso fica para outro post...
Este post era mesmo só para assinalar que não houve stress... o mini-gajo gosta é de xuxas, venham as que vierem... marcha tudo!

Adenda: o rapaz pega em qualquer xuxa, mas verdade seja dita, para dormir prefere nitidamente as da Avent. Tété, vou espreitar o link e logo vemos como corre. Obrigada pela dica!