Para onde quer que me vire, só encontro pessoas/famílias com a corda no pescoço.
Ou trabalham e não recebem, mas também não chegam a estar tempo suficiente [3 longos meses] sem receber para poderem rescindir por justa causa e recorrer ao fundo de desemprego.
Ou não têm trabalho.
Ou estão a receber do desemprego, mas não conseguem voltar à vida activa.
Ou trabalham em condições tão precárias e incertas que a qualquer momento passam do minimamente remediado ao sem-comida-para-por-na-mesa.
As pessoas andam tristes, abatidas, deprimidas. Eu falo por mim, que me vejo cada vez mais à rasca para não passar esta ansiedade do incerto ao garoto. Não fosse ele e eu não me levantava da cama. Não fosse ele também e eu, provavelmente, levantava-me da cama sem nada a perder e passava-me dos carretos.
Existem casos de sucesso, e ainda bem. É claro que não posso generalizar a toda a população, mas tenho para mim que a grande maioria está à nora e sem saber o que fazer à vida.
Ontem dizia merda. Hoje sai-me um grande foda-se.