A coisa da sanita andava a correr bem. Na primeira semana. Digamos que me deu um amoke, montei o redutor, montei o miúdo no redutor e pronto. Ao 3º dia, ele pedia para fazer cocó e eu sentia-me a última coca-cola do deserto no mundo da maternidade.
Puft! Foi-se o entusiasmo inicial. Agora é mais:
-"Queres fazer cocó?"
-"Não"
ou
-"Sim, na fralda. Já fiz"
Maneiras que não tenho insistido muito no dia-a-dia, não vá o garoto ficar traumatizado e estoirar-me o orçamento em pedo-psiquiatras antes da 4ª classe... Mas ao fim-de-semana, a coisa com tempo e paciência vai-se dando. Sempre por insistência da minha parte.
Outra coisa que já me começa a mexer com os nervos é a chupeta. Vai para a escola e na maioria dos dias ainda vamos a caminho e já me está a dar o objecto de sua adoração para guardar no cacifo. Lá fica todo o dia, sendo apenas requisitada na hora da sesta. Mal lhe começo a vestir o casaco na hora de ir para casa... "Mãe, quero a chupeta". E não há quem o demova. Em casa procuro tirar-lha do alcance da vista, mas de tempos a tempos lembra-se e... "Mãe, quero a chupeta". E não há quem o demova. Irra!
Aproveitando a amigdalite [nestes tempos de crise aproveita-se tudo], ontem dizia-lhe: "Sabes? Ficaste com um doi-doi na garganta [doi-doi... humpf] por causa da chupeta. As bactérias ficam aí e depois vão para a garganta e fazem febre e isso faz doer [how dramatic, I know]". O gajo não gostou mesmo nada da conversa. Virou-me uns olhos de revolta como se eu o estivesse a trair.
Eu sei que a mãe sou eu e que tudo se irá resumir a umas noites mal dormidas [não aguento, agora não aguento] ou então à sua própria vontade. Não há por aí receitas milagrosas, há?


