.. é difícil.
Ando farta de estar sempre a ralhar, ora porque atira com tudo pelo ar, ora porque nos desafia e só quer andar aos saltos em cima do sofá/cama/bancos/cadeiras/you name it.
Tenho dias em que do primeiro ralhanço à palmada vão 30 segundos.
Não podemos continuar assim e a adulta sou eu, por isso sou eu que tenho de rever a minha postura. O meu piolho só tem 2 anos. Tem um desenvolvimento cognitivo e emocional acima da média [estou-me a borrifar para comentários do tipo "estás-te a armar" ou "isso é o que dizem todas"]. Tem vocabulário e discurso de uma criança de 3/4 anos e eu esqueço-me que, na realidade, ele só tem DOIS ANOS!
Sou eu que tenho de rever a minha postura e pensei muito sobre o assunto. Ele precisa de extravasar, de atirar com coisas, de desafiar, de desobedecer, de fazer birras, de pensar que manda... está na idade. Eu, decidi que, tirando as situações que o colocam em perigo, não há mais berros, ou sou eu que dou em doida.
Ele desarruma tudo? Paciência. No fim, tento convencê-lo a ajudar a arrumar.
Ele corre e salta e pula? Só lhe faz bem. É deixá-lo ir e esperar que corra tudo bem e ter sempre uma mãozinha a jeito.
Ele não quer comer isto, mas apetece-lhe aquilo? Há que ponderar. Eu também não me apetece todos os dias aquilo que me põem à frente. Não comer sopa para pedir batatas fritas 30 segundos depois é coisa para não resultar. Mas que mal tem se não lhe apetece mais sopa e me pede um pão com queijo!?
Ele tem a mão lampeira? Vai para o castigo em silêncio. No fim explico-lhe pela milionésima vez que não se bate/morde na mãe.
And so on, and so on...
É difícil educar, sobretudo quando se passa muito tempo a educar sozinha. Estou cansada, sinto-me cansada e já andava a dar em maluca com tanto stress à volta de coisas que afinal são simples e próprias da idade. Este cansaço extremo levou-me quase a tornar-me na mãe que não quero ser. O meu filho merece o melhor e é isso que eu lhe quero dar.
Nova fase, siga para bingo.








