terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ponham os ouvidos nisto

Era bom que toda a gente ouvisse este testemunho de 6m25'

Talvez existissem mais pessoas a perceber o verdadeiro significado da SOLIDARIEDADE!

É de louvar quando nos damos ao trabalho de recolher nos nossos pertences algo em bom estado e que já não tem serventia para nós para partilhar com alguém. Esse algo, pode ser muito útil para outra pessoa, não questiono a grandeza de coração de quem o faz. Chamem-lhe solidariedade, caridade, ajuda, o que quiserem. É um gesto válido e muitas vezes faz a felicidade de alguém.

Mas de louvar mais ainda é abdicar de algo para nós, para podermos ver [ou imaginar apenas] um sorriso. Get it?

Parabéns ao Exército de Salvação, parabéns à Ana e a todas as pessoas envolvidas na logística e organização dos Anjinhos de Natal.

A todas as pessoas que não compreendem o conceito de solidariedade desta forma, eu desejo um feliz Natal e que o Ano Novo vos traga muita paz. Às outras... não é preciso. Sei que vão ter um Natal quentinho no coração e um Ano Novo brilhante, tão brilhante quanto esta iniciativa!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Chorar

Sempre fui uma pessoa de choro fácil e chorar sempre me lavou a alma. Fosse por tristeza ou emoção. De há uns meses para cá, parece que gastei as lágrimas todas e nem chorar consigo de tanto cansaço [emocional, sobretudo].

Ontem, chorei mais de uma hora seguida. É incrível o quanto me fiquei a sentir melhor.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Balanço do ano

Ainda falta um mês para o final do ano, mas acho que já posso fazer o balanço das minhas resoluções de ano novo para 2011.


1. Mudar de emprego - Não aconteceu. Infelizmente, a situação está ainda pior do que estava e este ponto vai manter-se nas resoluções para 2012.


2. Deitar abaixo [vários] Kgs [+ de 5 e - de 10] - Emagreci 15Kgs. Este ponto foi mais que superado, como podem ver aqui.

3. Encontrar uma creche que me encha as medidas e inscrever o piolho - Encontrada, inscrito, aceite, a frequentar e muito satisfeitos. Mais um ponto que sai da lista.

4. Fazer uma viagem [Madeira ou Açores, por exemplo] - Népia. Este ponto vai manter-se e, pelo andar da carruagem, ad eternum...

5. Fazer exercício regular [inscrever-me finalmente no ginásio era uma ideia] - Também não.
 
6. Deixar de ser burra - Nunca vai acontecer...

Natal e coisas assim

Acabei de saber por linhas travessas que é muito provável que não haja guito para pagar subsídios de Natal na empresa onde trabalho. E é isto. Ou muito me engano, ou vou começar o ano a engrossar as listas de desemprego e a picar o ponto na Junta de Freguesia.

Pior? É eu ter a certeza de que se o barco afunda de vez, não vai haver euros para pagamento de indemnizações...

Comentários

Já perdi a conta aos comentários que escrevi nos vossos blogs (do blogger) e que se perderam por essa internet fora... "Lamentamos, mas não é possível blablabla" :(

Começo a acreditar que o defeito seja meu. Alguém já teve o mesmo problema?

sábado, 26 de novembro de 2011

O elefante de madeira

No dia do teu 2º aniversário, o teu avô ofereceu-te um elefante de madeira. Não é um elefante qualquer, não. É um elefante muito especial, um tesouro, um dos presentes com mais significado que algum dia irás receber. Vou ajudar-te a tomar conta dele, a protegê-lo para que te acompanhe até que um dia consigas também perceber a importância deste gesto e possas ser tu a tomar conta dele.

Mas primeiro vou contar-te a história deste elefante.

Há uns anos atrás, o avô tinha um negócio próspero. De porta aberta, a fazer aquilo que ele sempre soube fazer melhor, a comunicar com clientes, a receber de braços abertos todos quantos vinham comprar ou apenas fazer uma pergunta. Nessa altura, o avô começou uma colecção de figuras em madeira, lindas, máscaras, girafas, figuras femininas, chefes tribais, grandes, pequenas, médias, todas elas a fazer lembrar a "sua" África, o seu país de origem, Angola. O avô sempre teve muito orgulho nesta colecção, que fazia as delícias dos clientes que visitavam a loja. Muitas vezes lhe ofereceram dinheiro por várias peças e ele nunca vendeu uma única.

Um dia, teve de deixar aquele espaço e empacotou quase tudo. Deixou apenas algumas peças que foram adornar um espaço mais pequenino. A palavra "crise" começava a ouvir-se regularmente nos noticiários e passou rapidamente a fazer parte da realidade de muitos empresários empreendedores como o teu avô.

A prosperidade de outros tempos parece-nos a todos, agora, uma realidade muito longínqua. Mas apesar disso, o teu avô não baixou os braços e luta diariamente por reconquistar uma vida mais tranquila.

No dia em que fizeste 2 anos, o avô não te pôde comprar um brinquedo caro, ou uma roupa de marca. Mas deu-te o coração dele na forma de um pequeno elefante de madeira que tu cobiçaste durante meses... e isso diz tudo sobre o teu avô.

Amo-te, pai. E prometo ensinar ao meu filho aquilo que aprendi contigo sempre... que "a vida é feita de pequenos nadas!!"

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A vida dá-nos a volta

Achei sempre que quando fosse mãe seria de uma menina. Pancas. Seria pelos folhinhos e fitinhas e ganchos e adereços e tretas? Talvez.

O que é certo é que por volta das 17 semanas soubemos que seria um rapaz. Pânico. Um rapaz? Mas... nesta família nascem sempre meninas!! Um rapaz? Dois homens em casa? Um rapaz? Roupa azul? Sem fitinhas e ganchos? Um rapaz? Carrinhos, bolas e brinquedos parvos? Um rapaz? A sério? Um rapaz! Olha que ideia engraçada, um rapaz é capaz de ser giro! Um rapaz? Hey! Eu vou ter um RAPAZ!

E as coisas nunca mais foram iguais. Amo ser mãe de um rapaz. Não acho nada que não haja roupa gira e que as meninas estão em vantagem. Adoro o meu pilas. Às vezes dou comigo a pensar que não saberia ser mãe de uma "pinxexa" [grrrr, que nervos me dá a palavra pinxexa]. Às vezes dou comigo a pensar que não teria pachorra para Hello Kity's e barbies [odeio não gosto de barbies] e problemas existenciais aos 2 anos de idade [as miúdas são muito mais chatas tramadas, eu sei, eu já vi]. Não imagino o quão deve ser diferente.

Um dia, se a vida permitir, hei-de ter outro bebé. Não me incomoda nada que seja outro menino. Se for menina, o pai que se ponha a pau... é que duas galinhas no mesmo capoeiro é dose, eu sei, eu já vi! :)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Quatro anos

Arquivo pessoal



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Apaixonei-me Por Um Fio

Ainda não tive tempo de explorar o blog com olhos de ver, mas fiquei apaixonada por estas pulseiras... ora espreitem!

Acho que me vou presentear a mim própria :)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Aviso à navegação

Tenho tido bastantes dificuldades em comentar em alguns blogs do blogger. Ando por aqui, acompanho-vos, mas vá-se lá saber porquê não consigo deixar comentários em algumas de vós.

Sónia [Home Alone], fico contente que o Tito esteja um comilão e um dorminhoco nato!. Este é só o último que acabou de me acontecer, a título de exemplo, mas há mais blogs na mesma situação :(

domingo, 20 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Parabéns, FILHO

ÉS O MAIOR! E só tens 2 anos!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Há 2 anos

Faltavam poucas horas para te conhecer. Eu ainda não sabia se iria ser naquele dia, mas esperava muito que sim, que desses sinal de querer conhecer o mundo. Choveu a semana toda e tu esperaste pelo único dia de sol para te dares a conhecer.

Recordo cada momento passado naquela sala de partos, cada volta que dei nos corredores, cada vez que me pendurei no teu pai quando vinha uma contracção mais forte, cada vez que respirei exactamente como tinha aprendido nas aulas de PPP...

A partir do meio dia, as dores começaram a apertar, mas ainda não havia condições para a Santa Epidural [um dia falo-te dessa santa querida de quem passei a ser devota]. Passei um mau bocado até por volta das 17:30 talvez, hora em que a Santa foi autorizada a intervir.

Depois disso, foi um descanso. Tinha dores e sentia as contracções, mas de uma forma amigável, suportável. Todo o tempo que decorreu entre esse momento e as 19:24 minutos, hora que o relógio marcava quando choraste pela primeira vez, foi passado em clima de grande descontracção.

Lembro-me de perguntar ao enfermeiro-parteiro, o Anjo Gabriel, "Ó senhor enfermeiro, o meu filho nasce hoje, não nasce?". E passado um segundo, ele informa-me que estava tudo pronto para tu nasceres. E assim foi. O médico que te seguiu na gravidez quase não chegou a tempo. Num instante, estavas cá fora.

Nasceste limpinho, rosado, tiveste de ser aspirado e não puderam por-te logo no meu peito, como estava combinado. Mas não fez mal, eu podia ver-te a uns escassos centímetros enquanto outra enfermeira te vestia a roupa que preparei numa trouxa. Foi ela que lembrou o pai: "Ó pai, não quer tirar umas fotos?" Tinhamos levado 2 máquinas e uma parafernália de baterias e pilhas, mas estupidificámos durante os teus primeiros minutos de vida. Só fomos capazes de ficar a olhar para ti, nem nos lembrámos das fotos...


Depois de vestido e agasalhado vieste finalmente juntar o bater do teu coração ao meu. O pai deu-te o 1º colo. Foi a 1ª vez que pegou num recém-nascido, mas parecia um profissional. Enchi-me de orgulho dos meus dois homens naquele momento. E de mim, que me portei à altura.

Nem parecias ter acabado de nascer. Não tiveste pressa em comer, mas abriste os teus olhos enormes e ficaste a habituar-te à luz. Eu era capaz de jurar que me piscaste o olho.

Na tua primeira noite de vida, o pai deixou-nos já tarde, por volta das 23h. Tenho a certeza que mal dormiu de excitação e ansiedade. Eu não dormi. Não que tivesses dado trabalho, pelo contrário. Mas eu tinha sede e fome de te ver, de observar cada movimento, de conhecer cada bocadinho de ti, de ficar horas a contemplar o meu filho, a minha obra, o meu bebé perfeito.

De manhã estava fresca como uma alface. O pai chegou cedo com as tralhas que não tinham ficado no dia anterior. Tomei um banho e senti-me como nova. Só queria que 3 dias passassem a correr, ir para a nossa casa, com o pai, que todos os dias passou connosco todo o tempo que lhe era permitido.

Tivemos alta a um sábado e pudemos finalmente ter um momento em família, os três. O pai esqueceu-se do teu casaco e teve de voltar a casa. Quando regressou, tinha-se esquecido do meu :)

Amo-te daqui até à lua, ida e volta vezes catramilhões e mais um. E estamos a escassas horas de completares DOIS anos. Adoro-te, filho. Obrigada.

Ni

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pesos e medidas

Altura: 86 cm
Peso: 10.930 Kgs
PC: 49,8 cm






O Magriço, portanto :)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Habemus Bolo

Amén, assim seja e essas coisas todas que eu nisto sou como o S. Tomé: é ver para crer!

Na sexta-feira, terá um bolinho mais simples, sem gluten e sem clara de ovo para levar para a creche. Da mesma massa, serão feitos 4 cupcakes para a festa de sábado [decorados com as 4 personagens do Super Why]. Para a festa de sábado, a massa do bolo será normal [o reguila come cupcake] e a decoração terá como tema o desenho animado preferido do meu Super-Filho! Super Why... em acção!


Produtividade em baixa

[Aliás, nota-se. Já vou no segundo post e ainda nem é hora de almoço]

Não me apetece fazer a ponta de chifre. Tenho um plano de actividades para terminar e um balanço para começar. Tenho prazos, ando a procrastinar. Há dias assim, em que até o básico me dá tédio. Hoje é um dia desses.

Chove a potes. Odeio chuva.

Queria estar em casa a lamber a minha cria porque estou nostálgica. Há 2 anos, estava nos meus últimos dias de gravidez. Não sei se mais alguma vez vou sentir o turbilhão de emoções que é ter um bebé na barriga a comunicar comigo. Comigo. Eu e ele.

Há 2 anos nesta altura já estava farta de o ter cá dentro, já só queria connhecê-lo, ver-lhe as bochechas, os pézinhos, cheirá-lo, abraçá-lo, aconchegá-lo no meu colo.

Hoje, só o queria ter cá dentro outra vez, só mais uns dias e vê-lo nascer de novo. O nascimento do meu filho foi o momento mais completo da minha vida. Uma gravidez boa, um parto que correu muito bem, um bebé lindo de olhar zangado. Jamais vou esquecer aquele momento. O pé. Que pé perfeito. O choro. A alegria. O primeiro toque naquela pele rosadinha. O gorro azul que o fazia parecer um pequeno gnomo. Os olhos curiosos a habituarem-se à luz. A cabeça oval, tipo E. T. que só arredondou ao 3º dia :). Os olhos do pai. A nossa própria interrogação de como foi possível gerar um ser tão perfeito!?

Adoro o meu almost two year old boy, adoro. Mas tenho tantas vezes saudades daquele segundo em que o vi a 1ª vez e do último grande pontapé na barriga.

Já comentei que estou nostálgica?

Festa

A 4 dias da pequena festa na creche e a 5 da pequena reunião familiar, sinto-me estafada e não consigo ver nada de palpável feito. Ou melhor, está feito o que depende de mim. Tudo o que depende de terceiros está... pendente.

No ano passado juntámos aniversário e baptizado e os bolos [tendo em conta as alergias alimentares do miúdo] foram encomendados a uns bons Kms de casa. Foi uma aventura, a logística foi tramada, mas o miúdo teve direito a 2 bolinhos maravilhosos, tanto em sabor como em aspecto.

Este ano, procurei uma solução mais perto de casa, encontrei um atellier de bolos, negócio pequeno e caseiro, que não tendo experiência se disponibilizou a realizar experiências para me conseguir fazer 2 bolos sem gluten e sem clara de ovo. Na 6ª passada, mandam-me uma mensagem: a coisa não está a correr bem... Nem vou pensar mais nisso até 5ª, se não houver bolos, passo a noite de 5ª a inventar eu uma alternativa em casa.

A garagem está minimamente limpa e eu recuso-me a limpar mais até que todo o lixo tenha sido feito [furos e tretas].

A sala ficou ontem impecavelmente limpa. Ainda há tralhas para tirar das escadas. Falta [depois de limpar] arranjar o esquema para as brincadeiras dos miúdos na garagem. Falta-me encomendar coisas. Faltam-me horas de sono. Falta-me paciência.

Este post está confuso, mas eu também. Siga para Bingo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O universo sabe o que faz

Descobri que entre milho aquecido e arrumações... só se estragou uma casa, como diz a minha amiga Elaine.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Divagações sobre a blogosfera

A blogosfera tem tanto de positivo como de merdoso.

Quando criei o blog, esteve tempos e tempos sem um único seguidor/leitor. Eu simplesmente não o apresentei a ninguém. Só o meu marido e uma amiga tinham acesso às minhas parvoíces.

Quando comecei a ganhar "coragem" para comentar noutros blogs, foram chegando aqui uma ou outra comentadora e assim se tornou público este cantinho.

Lembro-me que a primeira "outsider" foi a minha querida Daniela, na altura da minha gravidez. Depois foram chegando outras e eu ia acrescentando alguns blogs interessantes à minha lista ali do lado direito.

Alguns já foram com as couves, que uma gaja não tem paciência infinita para "pipoquices", se bem me entendem.

Outros, com muita pena minha, deixaram de escrever. Mas eu mantive-os ali, na esperança que um dia voltem a inspirar-se.

Outros começaram a desiludir-me e ainda não decidi muito bem o que lhes fazer, porque tenho dias em que me farta tanta "cocozice".

E depois ainda tenho uma outra categoria, a que chamo os meus guilty pleasures, ou seja, detesto a maioria do que se lá escreve, ou a postura do/a blogger em si, mas não consigo deixar de me deliciar com tanta parvoíce, mesquinhice, presunção, burrice, falta de coerência, etc.

Por norma, limito-me a constatar que existe mesmo gente muito estúpida. Não costumo comentar ou alimentar polémicas quando não tenho nada de positivo a acrescentar. Mas já me aconteceu não morder a ponta dos dedos e destilar a minha indignação. Isto leva-me a outra constatação. Há pessoas que escrevem [para si próprias, dizem elas] e que deliram com a legião de comentadores que diz amén a tudo quando é post. Mesmo que o de hoje seja o contrário do de ontem. Nunca gostei de carneiros, vá-se lá saber porquê... Quando aparece alguém que não concorda ou dá uma opinião diferente numa caixa de comentários que existe para isso mesmo "o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser". Desisto!

Mesmo assim, o meu balanço é claramente positivo. Este blog já me trouxe muita gente boa que de outra forma nunca iria ter o prazer de ter na minha vida. Siga para Bingo!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

2º Filho

Nem de propósito, nos últimos dias tenho sido brindada com notícias [das boas!!!] de segundas gravidezes no meu círculo de amigos.



Tenho tanta gana de deixar a pílula e ver o que acontece...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Duas semanas

Faltam aproximadamente 2 semanas para o 2º aniversário do meu pequeno. Estou sem vontade nenhuma de organizar a festa. Nos últimos dias livres [feriados e fins-de-semana] estivemos dedicados a preparar o espaço. A festa será em casa do meu pai, mas queria ter um espaço onde a canalhada pudesse brincar e correr livrementte, sem muitas limitações: garagem.

Já deitei mais lixo fora que sei lá o quê. Roupas velhas em caixas, papelada sem serventia nenhuma, cacarecos, pilhas de inutilidades que se vão guardando ano após ano. A garagem [e todo o piso inferior] já tem um ar apresentável. Para a semana tratamos de mais um ou outro pormenor e está feito.

Os comes e bebes estão mais ou menos alinhavados [na minha cabeça], mas ainda não fiz lista de nada. Ando a ver se chego ao dia e me dá uma síncope, só pode.

Ambiente. Era bom que fosse o de outros tempos, mas não vai ser. Tenho pouca vontade de convidar pessoas de fora, portanto, será quase só família. Garotos são poucos, mas rondam todos a mesma idade, é capaz de ser giro.

Adoro o meu filho e faço este sacrifício por ele [que a minha vontade era pegar nele e no pai e desaparecer daqui por um fim-de-semana], mas se vejo este dia passado até digo que é mentira.

A nossa festa a 3 será depois, daqui a umas semanas contamos ir mostrar-lhe o Oceanário. Isso sim, vai ser uma festa, longe dos problemas e num ambiente diferente.

Já mencionei que o meu filho vai completar 2 [DOIS] anos!?!?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Vai chover.

- Vai tu!

Este tempo deprime-me. Eu já não ando bem, ando com um humor de cão, mas esta chuva e este lusco-fusco que mais parece que nunca chega a ser dia deixam-me com uma tromba maior que a do elefante Babar.

Também ando farta e saturada de partes da minha vida. A profissional, desde logo, mas quanto a isso já aprendi a relativizar e a tirar o melhor partido possível das condições que tenho.

Estou farta de determinados silêncios. Faltas de iniciativa, então, andam a deixar-me cansada. Mas pior, pior, são as faltas de sensibilidade.

Podia estar aqui a dizer que é o meu marido que me chateia, ou a colega que já veio de férias, ou a minha mãe, que não o sabe ser, ou as contas para pagar, mas não. É uma conjugação de factores que quando se junta com dias cinzento-escuro, chuva e frio têm um resultado bombástico na minha disposição. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mom fail

1. Detesto gritos. Detesto. Sempre disse que não ia gritar com o meu filho. FAIL! A sério, às vezes leva-me a um ponto de exaustão tal, que chego mesmo a berrar com ele, como se fosse um adulto e estivesse a entender o motivo da minha ira. É verdade que ele goza connosco, descaradamente. Que já tem muita noção do que está bem e do que está mal, mas eu não consigo deixar de me sentir uma big loser.

2. No domingo deu comigo em doida de manhã. Nada estava bem, só queria andar a fazer porcaria e a saltar em cima da cama e a atirar com caixas plásticas pelo ar e a fazer das garrafas de água vazias uma bola e a cair e atirar-se ao chão. Ainda não eram 10 da manhã quando saí com ele de casa para arejar e já estava de rastos. Fui à H&M comprar-lhe uns casacos. Ele gosta de tirar sempre uma peça de roupa num cabide e passear-se pela loja como se aquilo fosse a compra dele. Todas as vezes que isso aconteceu, a peça voltou para o expositor e levámos apenas aquilo ao que íamos. No domingo cedi. Troquei a peça que ele escolheu por uma igual do tamanho certo e deixei-o trazer aquilo [era um body, faz sempre falta, mas mesmo assim não é desculpa]. Foi a culpa, eu sei que foi a culpa de ter berrado com ele. FAIL!

Serviço público

Atenção, pais e mães de meninos e meninas celíacos, alérgicos ao glúten ou ao trigo:

Existem algumas marcas de pastas de moldar [vulgar plasticina] que usam farinha de trigo na ligação das massas. É concerteza para evitar o uso de químicos tóxicos e potencialmente perigosos, mas para os nossos garotos é UM PERIGO.

Eu já encontrei pelo menos 2 marcas: Ric&Rok (Jumbo) e Giotto.

Fiquem atentos!

Preocupações

Trabalho numa empresa que depende em grande parte de projectos co-financiados pelo Fundo Social Europeu. Suspeito que a delegação em que sou a única funcionária só se mantem aberta porque ainda vai havendo algum trabalho nessa área. O trabalho de iniciativa privada [conquistar um cliente e fornecer-lhe um serviço] não existe por estas bandas. Na sede, as coisas não estão melhores e o que mais me espanta é ver que qualquer um dos assalariados desta empresa está mais preocupado com a situação do que a Direcção.

Até 2013, ano em que termina o actual Quadro Comunitário, talvez tenha emprego. E até lá [ou até ao dia em que for despensada] confesso que não vou procurar uma alternativa. Vou ficar aqui sossegadinha, não me apetece ser eu a sair por iniciativa própria e perder a antiguidade na empresa e os respectivos direitos. Até mesmo porque, estando constantemente atenta a anúncios e ao mercado de trabalho, sairia daqui para uma situação mais precária com toda a certeza.

Não gosto de estar aqui. As condições físicas e humanas são deploráveis. Vou cumprindo, fazendo o meu trabalho, respondendo às solicitações, mas já vão longe os dias em que trabalhava por gosto e em que tomava a iniciativa de criar trabalho. Enquanto profissional, sinto que baixei a fasquia. Mas ao mesmo tempo não me sinto culpada ou responsável. Remar contra a maré cansa. E um dia, somos obrigados a deixar-nos levar pela corrente.

Estou profundamente preocupada, óbvio. Enquanto tiver emprego sei com que linhas me posso coser. Nunca fui pessoa de dar passos maiores que a perna, mas não havendo trabalho, fico apreensiva. Tenho a casa para pagar, as despesas de água, luz, gás, telemóveis, cabo, creche e pouco mais como despesas fixas. Por enquanto dá para termos tv cabo e internet em casa, quando não der, paciência. Por enquanto dá para manter 2 redes de telemóvel [sendo que o objectivo é fazer uma boa gestão das chamadas e sms, procurando gastar menos do que se tivesse só uma]. Quando não der, voltamos ao antigamente. Combina-se de hoje para amanhã, hora e local, e há que cumprir.

Tenho um filho, vai fazer 2 anos em Novembro. A maioria dos nossos gastos extra são com ele. Gastamos em produtos sem glúten/trigo uma pequena fortuna mensal. Além da mensalidade da creche, levamos ainda esses pequenos mimos [bolachas, pão, douradinhos] para que ele se sinta o menos diferente possível. Gastamos uma boa maquia em produtos para a pele. Mesmo assim, tenho procurado soluções alternativas mais baratas, como por exemplo o uso intercalado de óleo de amêndoas doces. Compramos a roupa dele em lojas acessíveis. É raríssimo ter uma peça de roupa que não seja da H&M, Zara ou Zippy. Não compramos brinquedos, apenas livros e puzzles. Se calha comprar 2 ou 3 livros, não lhos damos logo todos, vamos guardando para ocasiões especiais.

Quero ter outro filho. Quero mesmo. Não teria de fazer um investimento inicial tão grande, todos os artigos de puericultura que ficaram do M. estão impecáveis. A roupa são outros quinhentos, depende sempre da altura em que nascem, pode ser que dê para aproveitar muito, pouco ou nada. Mas tenho medo. A velha máxima do "tudo se cria" faz-me comichão. Quanto mais o tempo passa, mais esta ideia vai esmorecendo cá dentro e isso deixa-me de rastos. Tinha jurado a mim mesma que não deixaria o meu filho sem a companhia de um irmão/ã. Talvez por eu ser filha única. E nem vou aqui dissertar sobre as vantagens/desvantagens de se ser filho único. 

Merda para isto. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Fonix

Paródias lá de casa:

Eu: "Olha lá, não queres um bocadinho de arroz com perú?"
Ele: nada
Eu: "Tu não estás a ouvir a mãe? Queres arroz com perú ou não?"
Ele: nada
Eu: "Mau! Mas tu agora és surdo? Estou a falar contigo!"
Ele: "Não quero. Fó-ni-que-se"

Eu: "Hoje vamos a casa da avó G."
Ele: "Ena! Que boa ideia! Está lá o avô, a avó [pausa]. AS BOLAS, mãe"

No carro
Ele: "As luzes tão apagadas."
Eu: "Claro que sim, é de dia."
Ele: "Ó dona Luz... puque tás apagada? Caramba, pá"

De manhã, quando chega ao meu quarto
Ele: "Ó pai!! Tás cá hoje?"

Ao jantar
Ele: "Quero mais uma bolota [salsicha]."
Eu: "Já comeste muitas. Não há mais."
Ele: "Mas eu quero, mãe. Por fabôre. Anda lá."

Outras com menos piada:
Ele: "Dá cá isso, pá. Eu quero isso"
Eu: "Como é que é? Não percebi!"
Ele: [sorriso safado] "Se faxavor, mãe".

Ele: "Vai apanhar aquilo."
Eu: "Não é assim que se fala. Vai lá tu apanhar, que tu consegues."
Ele: "Não posso. Tou a bincáre."

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Maratona de discos pedidos

O meu filho tem andado impossível difícil de aturar. Eu não sei, ele sai da creche com um speed que eu às vezes desconfio que lhes dão café ao lanche, ou algo assim. Eu digo sempre, antes irrequieto que mono [detesto não acho garaça a miúdos monos], mas isto tem sido um arraial.

Antes do jantar, brinca um bocadinho na sala, onde ainda tem o seu cantinho da brincadeira, longe da mesa e da tábua de passar a ferro [sim, está 90% do tempo montada, shame on me], ali mesmo entre os sofás e as almofadas. Mas agora as brincadeiras são sempre perigosas. Ou atira coisas, ou caminha em cima dos brinquedos, ou sobe para cima do sofá, que é alto, e depois atira-se sem qualquer noção de perigo... enfim, não tem sido fácil conseguir fazer alguma coisa de útil a essa hora.

Depois vem o banho. Não quer ir para o banho porque está "xentadinho a bincáre". Lá o convenço e vai todo animado. Depois não quer sair porque está "xentadinho a bincáre na água". É um drama para o tirar, apanha frio escusadamente, choraminga, consome-me a paciência, mas lá vamos. A seguir é a cena dos cremes. Não quer porque "tem coceguinhas" [não sei de onde lhe vem tanto 'inho!!!]. É uma luta, mas lá se consegue. Se tiver de lhe por soro no nariz, então... é a desgraça total.

São 19:30 e eu já rebento pelas costuras. Vamos jantar. Quer comer "xojinho". Uma eternidade para comer a sopa, distrai-se com qualquer coisa e lá vamos nós de vez em quando enfiar-lhe uma colher goela abaixo na boca. Quando há manga, quer pêra, quando há pêra quer banana, quando há banana... pode ser. O 2º prato é por conta dele, come o que lhe apetecer e eu nem me chateio mais, tirando a parte em que quando dou por ela está a esfregar a colher no cabelo acabado de lavar. Ufa.

Depois do jantar, começou a ser difícil mantê-lo com qualquer actividade decente durante mais de 5 minutos. Como me custa deitá-lo de barriga cheia, normalmente um de nós, ou os dois, fica encarregue de o entreter até o sono dar mesmo cabo dele. O meu marido descobriu uma técnica infalível nos últimos dias. Liga o computador e faz uma sessão de discos pedidos. Começa sempre pela música do Gombby e vai rodando [odeio inclui a Xana Toc-toc]. "Olha a bola, Manel", Genérico do "Super Why", "Bruxa Babiruxa [esta confesso que sou eu que adoro], e tantas, tantas outras. Ele é que escolhe. Ontem fiquei sozinha com ele a partir das 19:30. Às 20:15, mais ou menos, já estávamos os 2 na sala. Experimentei a táctica e foi tão fixe ficar sentadinha com ele no sofá, mantinha nas pernas, ele a escolher as músicas, os dois a cantar! Adorei. Quando dei por ela já eram 21:30... passou a correr. Xixi. Cama!



Não pode ser todos os dias, mas ter algo que lhe capte a atenção por um bom bocado já não é mau. E música sempre me parece melhor que televisão. Custa-me imenso usar a TV como distracção para conseguir alguma coisa, mas algumas vezes já teve que ser... Assim é uma mega WIN para todos!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011