Eu já ando a prometer que um dia a coisa explode há demasiado tempo.
Tenho um familiar. neste caso uma, de quem não gosto, com quem não tenho afinidade, com quem não me identifico, que já me prejudicou MUITO no passado, mas que é familiar directa. Ora, para as convenções sociais, os familiares directos são intocáveis. Dane-se. Para mim valem o que valem. Se for muito, dou o coiro por elas. Se for nada, quero que se
fod@m.
Esta pessoa em particular sabe [ou já devia saber, porque eu nunca o escondi e não consigo ser hipócrita a esse ponto] que eu não gosto dela, sabe o mal que já me fez, directa e indirectamente.
Esta pessoa insiste em impor-se na minha vida, com a conivência de mais família directa, para quem ela é "coitadinha" e passam a vida a justificar a infantilidade dela com "já sabes, ela é assim, não ligues". Não ligo? Mas que obrigação tenho eu de levar na minha vida com uma pessoa de quem eu não gosto e que não escolhi para amiga!?
Desde que o meu filho nasceu, a situação piorou drasticamente. Já eu tinha escolhido madrinha há muito tempo e ainda pairava a esperança vã naquelas cabeças ocas que só não vêem o que não querem, que eu ainda ia mudar de ideias e convidá-la. No dia em que o meu filho nasceu, os meus pais puderam entrar na sala de recobro, uma vez que a hora das visitas já tinha passado. Quem é que a minha mãe conseguiu enfiar lá dentro????? A mula, claro. E assim, no dia em que eu pari e queria à minha volta as pessoas que realmente me importam, levei com a mula, porque era bonito ir lá mostrar que estava presente. Ninguém se lembrou de mim, de me perguntar se queria recebê-la.
Muita água já rolou debaixo desta ponte desde então. Tenho guardado as mágoas todas para mim, para não magoar outras pessoas, mais velhas, cansadas, para as poupar às minhas angústias e aos verdadeiros motivos que me levam a querer afastar esta pessoa da minha vida. Estou a ficar esgotada. Hoje passei-me.
Ligou-me, como se nos déssemos como irmãs, a dizer que tinha ido à creche do meu filho visitá-lo. WHAT!? Mas quéstamerda!? Aquilo é algum hospital com hora de visita? Então eu ando a penar para o deixar tranquilo e sem chorar, para que ele se adapte o melhor possível e aquela mula resolve aparecer a meio do dia para estragar tudo? Sou só eu que acho uma anormalidade? Uma coisa é ir buscá-lo [que não tem autorização, obviamente]. Agora aparecer para satisfazer a sua vontade sem pensar no estado em que a criança vai ficar quando perceber que voltou a ficar sozinho??? A Educadora foi apanhada completamente desprevenida, ainda tentou demovê-la, dizendo "não se deixe ver, que ele depois fica triste e está a almoçar tão bem". Mas sua excelência insiste e entra pelo refeitório dentro "ah, vou só dar um beijinho".
Na creche já ficou indicação de que, de futuro, em circunstância alguma e seja com quem for, é situação que não volta a repetir-se. Pedi desculpa por não ter previsto esta situação, a educadora estava aflita, mas ficou assente que quem sabe o que é melhor para o meu filho SOU EU E O PAI e esta situação não volta a repetir-se.
À mula também já dei o recado. Já sei que isto me vai trazer dissabores, que vai haver tomada de partidos, na qual eu fico SEMPRE a perder. Mas caguei. Porra, pá. Era pedir muito que me deixassem em paz!?