domingo, 25 de setembro de 2011

Febre (?)

Palavra de honra que isto me comunica com o sistema nervoso. O miúdo está constipado, tem alguma tosse [já agora, fica a dica: uma cebola aberta em quartos na mesinha de cabeceira faz milagres], mas já pouca, muito menos. O nariz anda ranhosito. Durante o dia anda bem [tirando a dose industrial de mimo a que acha que tem direito, porque já percebeu que andamos em cuidados, mas tudo bem]. Começa a chegar a noite e ele a ficar molinho, com olhos de febre, mais paradito que o normal e aquela respiração esquisita, muito profunda, nem sei explicar.

Antes de ir para a cama, tirei-lhe a temperatura [apesar de saber que ia ser alta, porque vinha no carro a transpirar por todos os poros]. O termómetro marcou 37,7º. Ontem marcava nas mesmas condições 37,4º e não o mediquei. Hoje também não. Teoricamente, devem criar alguma resistência à febre, porque também é a febre que está a combater a bicharada, seja ela qual for. A minha intenção é ir lá daqui por uma hora e ver a evolução. Se tiver subido, dou ben-u-ron. Caso contrário, deixo-o destapado e vou-me deitar. Mas porra, estas temperaturas da treta dão-me cabo do juízo. Por um lado queria aliviá-lo. Por outro, penso que estou a fazer o melhor. Respiro fundo e convenço-me que enfardar-lhe ben-u-ron sem que chegue realmente a ter febre não é uma boa opção.

Ouço muitas mães dizerem que dão ben-u-ron até de prevenção [por exemplo, antes das vacinas ou logo a seguir, quer façam febre quer não façam]. Outras que chegando aos 37,5º é como se fosse 38º e dão. Acredito que cada pessoa só queira fazer o melhor para o seu filho e, tal como eu, muito provavelmente não inventaram estas estratégias, estão aconselhadas por um pediatra ou médico de família. Mas caramba, fico com tantas dúvidas. E quando estou sozinha, pior. Ninguém a quem pedir uma opinião imediata.

Que estratégia seguem vocês? A minha é: até 38º de temperatura não dou medicação. Arrefeço o ambiente, tiro roupa, destapo, dou um banho tépido, tento tudo antes de recorrer à medicação. A partir de 38º, 38º e picos, dou ben-u-ron e até hoje, a temperatura baixou sempre, nunca houve casos para alarme. Partilhem lá comigo...

Adenda: 1h depois, a temperatura baixou de 37,7º para 37,3º sem recurso a medicação. Vou manter-me vigilante e, para já, não há medicação para ninguém. Amanhã de manhã, conforme correr a noite, logo decido se vai à escola ou se eu vou marcar pontos para um eventual despedimento. É lixado ser mãe e ter um emprego.

sábado, 24 de setembro de 2011

Creche FDP

Tosse, muita tosse.
Ranho às carradas.
Temperaturas acima dos 37 e abaixo dos 38.
Odeio esta merda.
F&DA$$

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Creche #2

Não ver o meu pilas à hora do almoço deixa-me cheia de saudades...

Creche

Iniciou-se no passado dia 1 de Setembro, como previsto.

Day #1
Ficou sem chorar muito, achou graça à sala e aos meninos
Não comeu nada de jeito o dia todo
A sesta foi complicada, mas com a desculpa de "descansar os olhinhos" lá dormiu

Day #2
Ficou sem chorar muito
Comeu tudo e muito bem
Dormiu a sesta impecável

FDS

Week #2
Ficou sempre a chorar de manhã
Passou o resto do dia impecável
Comeu bem e dormiu a sesta sempre
Nos últimos 2 dias, decidi que deixá-lo de manhã era "entrar e sair" e foi o melhor que fiz. Reduziu-se a choradeira drasticamente.

FDS - Gastroenterite

Week #3
Casa
Frases mais ouvidas: "Eu não vou à escola. Eu não quero ir à escola. A mamã não vai tabaiáre"
Recuperou bem da gastro

FDS

Week #4 - day #1
Ficou a chorar, claro. Liguei às 9:30 e estava impecável a jogar jogos e a fazer puzzles.

Balanço: well, podia ter sido pior... positivo.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Eu quero respirar ar puro

Preciso que coisas boas aconteçam à minha volta.
Preciso de voltar a estar bem e a ver os meus bem.
Preciso de afastar esta núvem negra e tudo o que vem agarrado a ela.

Nunca imaginei ter um ano tão difícil. Vou postando aqui as pequenas desgraças domésticas, a caldeira, o carro [também fiquei sem portátil], mas o meu problema é muito mais profundo que isso.

Arrasto há anos uma situação profissional que o melhor que tem é um vencimento ao fim do mês. Trabalho sem motivação, sozinha e cada vez em piores condições físicas e humanas. Procuro trabalho, claro. Mas não consigo pensar em baixar ainda mais os nossos rendimentos mensais "só" para poder fazer algo que me agrade mais. E mesmo assim, a oferta é escassa.

Vivo há meses envolvida numa atmosfera pesada, que se está a tornar demasiado penosa para mim. Sinto-me a definhar. Tento concentrar-me nas soluções e não tanto no problema e surgem logo novas dificuldades, novos entraves. Preciso de uma lufada de ar fresco, que alguma coisa na minha vida corra realmente bem.

Vale-me o meu filho, que apesar das preocupações que também me dá, retribui de uma forma que nunca esperei. É um miúdo que supera todas as minhas expectativas.

Vale-me o meu marido e companheiro e a perspectiva de que, em breve, as ausências serão mais espaçadas, em menor quantidade e poderemos voltar a funcionar como uma família de 3.

Vale-me o meu pai, que adoro, que me ajuda sem esperar nada em troca, mas que ocupa a fatia maior de preocupações e angústias no meu coração.

Preciso de respirar. De me deitar com a cabeça limpa e acordar com o coração leve. Preciso.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Férias de sonho

Ficam para mais tarde. Estas, infelizmente, viraram o verdadeiro pesadelo.

Fiquei sem carro no 1º dia de férias. Entre peças que não chegam e tal porque é Agosto [já partilhei convosco que odeio Agosto?] e atrasos na marca para nova programação das chaves, hoje, mais de 3 semanas depois, continuo sem carro. Sem comentários.

O meu filho entrou na creche. Uns dias melhor, outros menos mal, chegámos ao fim da 1ª semana satisfeitos. Fica relativamente bem de manhã, brinca, como bem, faz a sesta sem problemas, lancha bem, porreiro. No sábado seguinte, acordamos às 2:30 da manhã com a cama dele toda vomitada. A caldeira tinha avariado no dia anterior [composta entretanto na 2ª feira pela módica quantia de 366€, não me dêem um saca-agrafes, que ainda corto os pulsos]. Hospital porque não parava de vomitar, soro, internamento, diagnóstico: gastroenterite.

Deveria ter começado a trabalhar na passada 2ª feira, mas tive de ficar em casa com ele. Acabei por apanhar também e cá endo eu no WC a tratar da minha vida. Amanhã conto ir trabalhar, mas ainda não o levo à escola, vai para a bisa. Já não vomita, nunca fez febre, o cocó está melhor, obrigadinha, mas não vou arriscar.

Cada vez que me ouve falar em ir trabalhar, choraminga [aquele choro falso e enervante] que não vou nada. "Não vais nada trabalhar e eu não vou à escola". Assim, literal. Estava a correr tão bem a adaptação e agora... estou f&/%da. E esta dor de cabeça que não me larga!?

Férias? Porra. Eu preciso é de férias das férias...

domingo, 4 de setembro de 2011

E a coisa deu-se

O tal reencontro aconteceu este fim-de-semana. E foi tão bom recordar, treinar, re-conviver, jantar, relembrar histórias e peripécias... Sem dúvida, um momento a repetir :)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Se há coisa que me magoa à brava

é que alguém próximo não partilhe do meu entusiasmo por ocasiões especiais.

Pior, só mesmo quando fazem tudo para que um dia especial por natureza seja apenas um dia banal...

Creche - day #1

Agora é que vai ser fazer máquinas de roupa! Alguém me podia ter avisado que eles vinham assim tão emporcalhados da escola!!! E café! Deram-lhe café, só pode :))

Gostou. Vinha contente. Durante o dia, chorou um pouco quando percebeu que já não estávamos nas imediações. Comeu mal [coisa que nele é inédito], dormiu a sesta e chorou novamente quando nos viu. Vem totalmente eléctrico e porco. Penso que posso dizer que correu muito bem. Entretanto, traz umas novidades... atira com cenas pelo ar e acha um piadão. Deve fazer parte, digo eu, que sou caloira.
 
Siga. Amanhã há mais!

Já está!

Ficou bem e não chorou. Saímos de masinho e ele ficou a brincar. Não sei mais nada. Não liguei para lá [nem vou ligar], mas também ninguém me ligou [bom sinal, certo?]. Estou mortinha que sejam 15h para saber como correu o dia. Adoro-o e estou cheia de saudades.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

1.9.2011

Será o primeiro dia de creche do meu ainda-ontem-recém-nascido filho. Não sei se ria, não sei se chore!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Às vezes

Mas mesmo só às vezes, durante um milésimo de segundo, vejo uma luz ao fundo do túnel. Mas tenho tanto medo, que não dura mais que isso... uma milésima parte de um segundo.

sábado, 20 de agosto de 2011

Talvez

Talvez a ficção tenha algum fundamento. Talvez se fosse assim... Talvez eu gostasse mais de lá ir. Talvez.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Best Blog, by Naná

Fui desafiada pela minha querida Naná. A Naná é uma colega de faculdade, de quem nunca perdi o rasto. Gosto muito de ti, querida e fico feliz por te teres lembrado de mim. Eu nem sou muito destas coisas, mas vou aceitar o desafio, afinal é tão simples :)

Sendo assim, já cumpri a primeira regra: mencionar quem me ofereceu o selo.

Depois a segunda regra: tenho que partilhar 7 coisas sobre mim.

1. Tenho medo de alturas e não suporto ver sangue: duas coisas que me fazem automaticamente perder a força nas pernas. 
2. A minha cor preferida é o roxo e gosto de comprar umas peças dessa cor também para o meu filho.
3. Não tenho irmãos e quero ter outro filho, e sinto que se acontecer, será outro menino :)
4. Desejo ardentemente ser mais e melhor para o(s) meu(s) filho(o) do que a minha mãe algum dia foi para mim
5. Sou a fã n.º 1 do meu Pai. Adoro-o, admiro-o e respeito-o e ele merece tanto!
6. Sou insatisfeita por natureza e reclamo sempre que me sinto lesada, nas mais diversas vertentes da minha vida.
7. A minha perdição gastronómica são enchidos, doces com leite condensado, mil-folhas com cobertura de açucar branco e... o meu querido Marido! Adoro-te gajo!

Agora a terceira regra: oferecer o selo a sete bloguers. Também não o costumo fazer, mas aqui vai...

1. Dreia - Correndo o Mundo de Saltos

2. Kiki - Família de 3 e 1/2

3. Baunilha - Baunilha e Companhia

4. Pirilampo Mágico - Pirilampo Mágico

5. Cuca - A Cuca te pega

6. Sónia - Home alone.. not

7. Tânia - O Nosso mundo perfeito
Everyone else, com vontade de partilhar 7 curiosidades com o resto do mundo!


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A prova de que eu sou uma chata é...

... o garoto estar a comer sozinho e a cada colherada que enfia na boca, repetir: "Mastiga. E depois engole."

Estado de exaustão

Hoje é dia 12 de Agosto. Ainda não conheço o calendário das festas para Setembro, mas vou assumir que pior que Agosto não pode ser. Nestes 12 dias, o meu marido passou 1 [um, para que não restem dúvidas] em casa. Nos próximos 19 dias, teremos direito a mais 1 [um, para que não restem dúvidas] e esse 1 será o 31 de Agosto.

Este mês é comprido demais para a minha pequena camioneta. Fim-de-semana prolongado? Pois sim. Se isso significasse descanso, eu juro que rejubilava convosco. Mas não. Fim-de-semana para mim significa apenas não vir ao escritório. Estar sozinha com uma criança de 20 meses com a energia do meu filho é dose. A casa, a roupa, os banhos, as correrias, as compras, as refeições... Continua a valer-me o meu pai, que é o melhor do mundo e me ajuda na parte da companhia.

Se fossem só estas as minhas preocupações, diria que estava a ter um verão duro, mas de cabeça erguida tenho a certeza que estaria a passar ao lado da maioria das picuinhices do dia-a-dia. Mas não. A minha vida, em cerca de 2 meses, virou de cabeça para baixo. Eu não estou psicologicamente bem e isso reflecte-se tanto, mas tanto a nível físico que às vezes nem me lembro de ter adormecido/acordado/comido. Vai-me valendo o meu filho. Parece um cliché, mas agora dei-me conta que por eles somos mesmo capazes do impossível.

Estou tão cansada.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quando alguém nos lê o pensamento...

Se eu tivesse o talento desta menina para escrever, podia ter escrito isto.

Bad girl, desculpa o abuso. Não dá para deixar comentário no teu blog a avisar que "roubei" este post. Se te sentires lesada, apago-o daqui. Já está gravado na minha cabeça, de qualquer forma.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tudo o que eu quero

é que chegue rapidamente o dia em que eu vou dormir descansada e acordar em paz.

domingo, 31 de julho de 2011

Universo, dá para parar de conspirar contra mim um bocadinho, dá!?

No dia seguinte à partida do pai para o continente africano, chega a febre. Controlada pela medicação, cedia, mas voltava, chegou aos 39º nesse dia à noite. Nunca tinha tido uma temperatura tão alta. Passou. Sem mais sintomas. Nem vómitos, nem diarreias, nem falta de apetite, nem tosse, nem ranhoca, nada. Conforme veio assim foi.

No sábado já acordou sem febre e muito bem disposto. À noite, notei umas borbulhinhas junto ao pescoço, tipo borbulhas do calor. De manhã, tinha mais meia dúzia na zona do peito. Lembrei-me do ditado que o pediatra nos disse da última vez que teve febre seguida do mesmo género de borbulhinhas "sarampo, sarampelo, 7 vezes vem ao pêlo". E fiquei tranquila. Ao final do dia, quando lhe fui dar banho, notei que se coçava mais e que as borbulhinhas tinham alastrado às costas. Ainda estava mais ou menos tranquila, mas decidi ligar para a linha de Saúde 24h.

Apesar de não apresentar todos os sinais, aconselharam-me a levá-lo à urgência para ser observado com suspeita de escarlatina. Nem sei dizer o que senti. Não pelo medo que fosse escarlatina, porque me garantiram logo que é uma doença normal em crianças e que podia ficar descansada. O que me deixou de rastos foi sentir-me algo negligente por ter estado "na boa" até àquele momento. Estava sozinha em casa, perguntei se lhe podia dar o jantar antes de ir e assim fiz. Jantou e fomos ao hospital. Valeu-me uma vez mais o meu pai [um dia hei-de fazer um post que lhe faça justiça]. Foi lá ter, estacionou-me o carro, fez-nos companhia, foi connosco à farmácia.. esses pequenos nadas que contam tanto.

Depois de observado, a hipótese escarlatina foi imediatamente afastada. Exantema súbito também. A médica que o viu ficou convencida que se tratou de uma reacção alérgica e que o mais certo é ser uma alergia de contacto [não descartando as hipóteses de alergia alimentar ou inalante]. E agora estou aqui a fazer contas de cabeça e a tentar descortinar o que poderá ter sido. E a minha cabeça anda tão desgovernada que me esqueci de comentar com a médica que o meu marido chegou esta noite do continente africano [o que, tendo em conta que a reacção já se manifestou ontem, provavelmente nem seria revelente, mas...].

Caramba! Quando é que o universo vai parar de conspirar contra mim!?!? Raios, eu nem sou pessoa de acreditar nestas merdas e não acredito em bruxas, mas... que as há, HÁ!

Existem coisas

Existe a distracção.
Existe o desleixo.
Existe a negligência.
Existe a parvoíce da idade.
As neuras da meno/andropausa.
A ternura dos 40.
As crises da adolescência.
A ignorância.
A fraqueza.
O medo.
Um dia mau.
Um ano mau, vá.
As várias fases e estados de espírito.
Existem "n" merdas que podem justificar um mau comportamento, um momento menos bom que não nos enche propriamente de orgulho, uma má escolha na vida, enfim merdas que num determinado momento servem de justificação a uma má opção.

Depois existe a maldade pura, aquela que leva alguém a passar por cima do seu semelhante, mesmo que esse semelhante seja um filho, uma mãe, um pai, um companheir/a. Aquela que leva alguém a achar-se tão superior, que a destruição à sua volta deixa de ter importância e transforma-se apenas num meio para atingir um fim. Doença? Talvez. Mas não há NADA que justifique, nada que valha a destruição de uma família inteira, digo eu.

Mesmo assim, eu gostava que esta minha má experiência servisse de alguma coisa. E é por isso que eu lanço o alerta. Se vocês têm uma suspeita de que determinado comportamento numa pessoa se está a tornar obsessivo, exagerado, incontrolável, estranho, prejudicial... não esperem anos para puxar a ponta do novelo, porque, nessa altura, dificilmente lhe conseguem encontrar o fim. Falem, partilhem com outros elementos do núcleo familiar e círculo de amizades, investiguem, fucem, percam a vergonha, vão ao fundo da questão o mais rapidamente possível. Acreditem. Muitas vezes as nossas suspeitas têm mesmo fundamento. E quanto mais tarde chegarmos ao fundo da questão, maior a probabilidade de encontrarmos um monstro no lugar daquela pessoa que nos era tão querida...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Odeio o Verão, é oficial

Acabei de me despedir ao telefone do big-gajo, que a esta hora já embarcou num avião para uma viagem de 7 horas. Até sábado. Que corra tudo bem.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Acordar cedo

Detesto. Custa-me. Quero sempre mais 10 minutos de cama. Mas reconheço que quando acordo e me levanto cedo, aproveito melhor o dia.

Hoje o piolho acordou com as galinhas e às 8:00 em ponto estavamos prontos para sair de casa. Fomos ao café antes de o ir deixar, com tempo, tudo com muita calma. Antes das 9:00, que é a hora de pegar ao serviço, resolvi em 10 minutos um assunto que já me andava a atormentar há meses. Menos um stress e kudos para mim.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Não, agora a sério

Quando pensas a coisa já bateu no fundo, vais consultar o calendário de trabalho do teu marido para o mês de Agosto e percebes que o poço ainda tem quilómetros... O bom disto tudo? Pior já não pode ficar, porque se Agosto tivesse mais de 31 dias, aí sim... estavas fodid@ e mal paga.

domingo, 24 de julho de 2011

Somehow, I will...

Um dia hei-de lá chegar

Só não sei como nem quando. Mas lá chegarei.

Esgotada

Tenho momentos em que me sinto sem pinga de energia. Só de pensar nas próximas semanas, dá-me um fanico. Estou aqui a tentar ver um programa de televisão e mal consigo manter os olhos abertos. Sinto o corpo torpe, sem reacção. O meu filho já dorme e eu só consigo pensar: "graças a todas as divindades". Este pesadelo diário aliado às ausências do pai cá de casa estão a deixar-me de rastos. Todos os dias repito para mim mesma uma centena de vezes: "Menina, sossega o coração. O verão não vai durar para sempre e o que é teu está guardado. A culpa não é tua." Mas mesmo assim é tãããããããããããããããão difícil estar na minha pele.

FML.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Preciso de dormir

Quando o meu filho nasceu, perdi noites. Todas as noites interrompia o meu sono algumas vezes para dar de mamar, trocar fraldas, pô-lo novamente a dormir, mama, fralda, dormir... A privação de sono é uma tortura para mim. Felizmente, quando comecei a trabalhar, já ele dormia umas valentes horas seguidas e não acordava para mamar de noite com frequência. Os meus sonos foram normalizando e posso dizer que fui/sou uma mãe de sorte. Esporadicamente, lá contece perder umas horas de sono durante a noite e ir trabalhar com cara de zombie no dia seguinte.

Entretanto, levei uma carga de porrada há um mês atrás, mais coisa menos coisa. Não foi física, mas antes tivesse mesmo levado umas lambadas a sério. Desde esse dia que não tenho uma noite de sono com mais de 1 ou 2 horas de seguida. Levo horas a adormecer, acordo em média 3 ou 4 vezes por noite, demoro horas a adormecer outra vez e, normalmente, quando o despertador toca, estou eu num sono profundo derrotada pelo cansaço. Mas tenho de me levantar. Já pensei em pedir ao médico qualquer coisa que me permitisse desligar a ficha por uma noite, apagar a minha actividade cerebral por 8 horas seguidas. Mas tenho medo, porque passo muitas noites sozinha com o meu filho e não concebo a ideia de ele precisar de mim e eu falhar. Nas outras noites, quando o meu marido está em casa, sinto-o tão cansado que não conseguiria demitir-me da tarefa de estar alerta. O Verão há-de ter um fim, o trabalho do meu marido há-de abrandar e eu hei-de ter essa noite de descanso que tanto preciso, eu sei. Mas sinto-me tão cansada deste turbilhão constante em que se tornou a minha cabeça, que todos os dias há um momento em que eu penso: é hoje que eu dou o tilt...

Precisava tanto de encostar a cabeça na almofada e dormir profundamente...


Adenda: Se calhar fui eu que não fui clara :) Não é o meu filho que não me deixa dormir, felizmente ele dorme a noite toda, salvo raríssimas excepções.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um dia a coisa vai explodir

E vai haver cacos por todos os lados.

Nem posso dizer que estou desiludida, porque não estou. Sempre soube que, se um dia aquelas pessoas tivessem de tomar um partido, não seria o meu [e eu odeio a expressão "tomar o partido de alguém", sinceramente, acho de uma falta de inteligência atroz]. O que acontece é que estou a chegar ao meu limite, estou a tornar-me numa pessoa cheia de ódio e não posso admitir que a minha vida continue por este caminho. Se estivesse a falar de outras pessoas, que não fossem por natureza importantes para mim, já teria mandado toda a gente para o c%$%$lho sem pensar duas vezes. Mas não. Trata-se de um núcleo de pessoas que representam muito do que foi a minha infância, a minha adolescência, toda a minha vida e que agora também fazem parte da vida do meu filho. E é por isso que eu ando neste impasse, sem saber muito bem que decisões tomar e como fazer para as levar por diante.

A única coisa que sei é que o meu desencanto é permanente, é para toda a vida. Tenho a certeza que nunca mais vou conseguir ver aquelas pessoas com os mesmos olhos. Talvez as coisas possam funcionar bem de outra forma que não a actual, mas nunca mais serão como "antes". Estou absolutamente intransigente. E não quero mesmo que as coisas voltem a ser como antes, prefiro um milhão de vezes conhecer a essência das pessoas [mesmo que isso me doa muito] do que continuar a viver de olhos tapados. Se me importa que isso não seja bem compreendido? Nada. Fizeram-me chegar a um ponto de não retorno e eu daqui só ando em frente.

Falta-me agora tomar uma série de decisões difíceis, mas ou é assim, ou um dia isto tudo explode e fica feito em fanicos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

E para desanuviar

Temos um mini-gajo das letras lá em casa. Entre o tapete que lhe comprámos para brincar mais à vontade [que tem letras e números], os episódios do Super Why [que são a única coisa que o prende verdadeiramente à tv] e um jogo de letras tridimensionais com iman, o garoto aprendeu o alfabeto. Não estou a brincar. Obviamente não o diz de seguida [credo, cruzes, canhoto que eu internava-me já], mas conhece as letras TODAS, incluindo W, K e Y [pissilóne]. Hoje de manhã, como se isso não bastasse, olhou para a t-shirt do pai e disse: "Ah! Um "a" minúsco".

Palavra de honra que isto me assusta. É óbvio que acho piada e fico toda orgulhosa, mas... a este ritmo é demais.

Letras à parte, sabe todas as partes do corpo, do cabelo às unhas, das mãos aos pés [direito e esquerdo], da testa ao nariz e à boca... acho que só ainda não o ouvi dizer cotovelo, joelho e tornozelo. De manhã, diz-me coisas como "olá. tudo bem? como tás?" ou "já acodou, o menino já acodou, mamã!"

Tem o vocabulário de uma criança de 3 anos, sem exagero. Faz frases, conhece as noções e faz referência a perto e longe, aqui e ali [e além], em cima e em baixo, grande e "pequelino", enfim, uma série de opostos. Comunica na perfeição, se não o compreendemos, ele lá arranja maneira de se explicar. Sabe o nome de todos os animais e sabe imitá-los. Quando não se lembra, pergunta: "mãe, como se chama ête?" É curioso, faz muitas perguntas e eu confesso que só contava com esta fase mais adiante!!!

Continua a ser um bocadinho trapalhão em termos de destreza física. Os degraus [mesmo os pequeninos] continuam na maioria das vezes a constituir um problema, sobretudo porque ele caminha a olhar para todo o lado menos para a frente! Não tem o hábito de trepar para cima das coisas [sofás, cadeiras, bancos] e nós também não o incentivamos. Só tenta trepar para a banheira :) Já o vi subir degraus altos, mas nunca de gatas. Ou consegue subir normalmente [apoiando-se a um corrimão ou parede] ou não sobe. Consegue comer sozinho, mesmo a sopa, e nem faz tenda por aí além. O problema é que se eu lhe deixo o prato à frente me distraio, ele enfia 3, 4 colheres na boca de seguida e não há meio de perceber que tem de mastigar e engolir antes de enfiar outra colherada. Teimoso.

É niquento, aliás, é a pessoa mais niquenta que eu conheço. Não pode apanhar um cabelo ou uma linha do tapete. Faz ar de nojo e chama-me "ai! mãe! uma linha! um cabelo!". O mesmo se por acaso suja a mão com a comida "a mão tá suja, mãe. a mão tá muiada [molhada]", o que faz das refeições uma aventura, porque lhe estou de 30 em 30 segundos a limpar as mãos com um toalhete, ora porque têm migalhas, ora porque estão húmidas de pegar na fruta, por exemplo.



É assim o meu filho. O meu bebé cada vez mais menino.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

E agora?

Sabem quando alguém, que é naturalmente importante para vós, vos desilude? E quando vocês, mesmo assim, dão a mão a essa pessoa e, depois do choque inicial, se disponibilizam para aceitar os erros? E a seguir, essa pessoa engana-vos uma e outra e outra e outra vez... Nunca passaram por isso? Ainda bem. Pois é assim que eu me sinto, totalmente desencantada. E agora?