segunda-feira, 18 de julho de 2011

Preciso de dormir

Quando o meu filho nasceu, perdi noites. Todas as noites interrompia o meu sono algumas vezes para dar de mamar, trocar fraldas, pô-lo novamente a dormir, mama, fralda, dormir... A privação de sono é uma tortura para mim. Felizmente, quando comecei a trabalhar, já ele dormia umas valentes horas seguidas e não acordava para mamar de noite com frequência. Os meus sonos foram normalizando e posso dizer que fui/sou uma mãe de sorte. Esporadicamente, lá contece perder umas horas de sono durante a noite e ir trabalhar com cara de zombie no dia seguinte.

Entretanto, levei uma carga de porrada há um mês atrás, mais coisa menos coisa. Não foi física, mas antes tivesse mesmo levado umas lambadas a sério. Desde esse dia que não tenho uma noite de sono com mais de 1 ou 2 horas de seguida. Levo horas a adormecer, acordo em média 3 ou 4 vezes por noite, demoro horas a adormecer outra vez e, normalmente, quando o despertador toca, estou eu num sono profundo derrotada pelo cansaço. Mas tenho de me levantar. Já pensei em pedir ao médico qualquer coisa que me permitisse desligar a ficha por uma noite, apagar a minha actividade cerebral por 8 horas seguidas. Mas tenho medo, porque passo muitas noites sozinha com o meu filho e não concebo a ideia de ele precisar de mim e eu falhar. Nas outras noites, quando o meu marido está em casa, sinto-o tão cansado que não conseguiria demitir-me da tarefa de estar alerta. O Verão há-de ter um fim, o trabalho do meu marido há-de abrandar e eu hei-de ter essa noite de descanso que tanto preciso, eu sei. Mas sinto-me tão cansada deste turbilhão constante em que se tornou a minha cabeça, que todos os dias há um momento em que eu penso: é hoje que eu dou o tilt...

Precisava tanto de encostar a cabeça na almofada e dormir profundamente...


Adenda: Se calhar fui eu que não fui clara :) Não é o meu filho que não me deixa dormir, felizmente ele dorme a noite toda, salvo raríssimas excepções.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um dia a coisa vai explodir

E vai haver cacos por todos os lados.

Nem posso dizer que estou desiludida, porque não estou. Sempre soube que, se um dia aquelas pessoas tivessem de tomar um partido, não seria o meu [e eu odeio a expressão "tomar o partido de alguém", sinceramente, acho de uma falta de inteligência atroz]. O que acontece é que estou a chegar ao meu limite, estou a tornar-me numa pessoa cheia de ódio e não posso admitir que a minha vida continue por este caminho. Se estivesse a falar de outras pessoas, que não fossem por natureza importantes para mim, já teria mandado toda a gente para o c%$%$lho sem pensar duas vezes. Mas não. Trata-se de um núcleo de pessoas que representam muito do que foi a minha infância, a minha adolescência, toda a minha vida e que agora também fazem parte da vida do meu filho. E é por isso que eu ando neste impasse, sem saber muito bem que decisões tomar e como fazer para as levar por diante.

A única coisa que sei é que o meu desencanto é permanente, é para toda a vida. Tenho a certeza que nunca mais vou conseguir ver aquelas pessoas com os mesmos olhos. Talvez as coisas possam funcionar bem de outra forma que não a actual, mas nunca mais serão como "antes". Estou absolutamente intransigente. E não quero mesmo que as coisas voltem a ser como antes, prefiro um milhão de vezes conhecer a essência das pessoas [mesmo que isso me doa muito] do que continuar a viver de olhos tapados. Se me importa que isso não seja bem compreendido? Nada. Fizeram-me chegar a um ponto de não retorno e eu daqui só ando em frente.

Falta-me agora tomar uma série de decisões difíceis, mas ou é assim, ou um dia isto tudo explode e fica feito em fanicos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

E para desanuviar

Temos um mini-gajo das letras lá em casa. Entre o tapete que lhe comprámos para brincar mais à vontade [que tem letras e números], os episódios do Super Why [que são a única coisa que o prende verdadeiramente à tv] e um jogo de letras tridimensionais com iman, o garoto aprendeu o alfabeto. Não estou a brincar. Obviamente não o diz de seguida [credo, cruzes, canhoto que eu internava-me já], mas conhece as letras TODAS, incluindo W, K e Y [pissilóne]. Hoje de manhã, como se isso não bastasse, olhou para a t-shirt do pai e disse: "Ah! Um "a" minúsco".

Palavra de honra que isto me assusta. É óbvio que acho piada e fico toda orgulhosa, mas... a este ritmo é demais.

Letras à parte, sabe todas as partes do corpo, do cabelo às unhas, das mãos aos pés [direito e esquerdo], da testa ao nariz e à boca... acho que só ainda não o ouvi dizer cotovelo, joelho e tornozelo. De manhã, diz-me coisas como "olá. tudo bem? como tás?" ou "já acodou, o menino já acodou, mamã!"

Tem o vocabulário de uma criança de 3 anos, sem exagero. Faz frases, conhece as noções e faz referência a perto e longe, aqui e ali [e além], em cima e em baixo, grande e "pequelino", enfim, uma série de opostos. Comunica na perfeição, se não o compreendemos, ele lá arranja maneira de se explicar. Sabe o nome de todos os animais e sabe imitá-los. Quando não se lembra, pergunta: "mãe, como se chama ête?" É curioso, faz muitas perguntas e eu confesso que só contava com esta fase mais adiante!!!

Continua a ser um bocadinho trapalhão em termos de destreza física. Os degraus [mesmo os pequeninos] continuam na maioria das vezes a constituir um problema, sobretudo porque ele caminha a olhar para todo o lado menos para a frente! Não tem o hábito de trepar para cima das coisas [sofás, cadeiras, bancos] e nós também não o incentivamos. Só tenta trepar para a banheira :) Já o vi subir degraus altos, mas nunca de gatas. Ou consegue subir normalmente [apoiando-se a um corrimão ou parede] ou não sobe. Consegue comer sozinho, mesmo a sopa, e nem faz tenda por aí além. O problema é que se eu lhe deixo o prato à frente me distraio, ele enfia 3, 4 colheres na boca de seguida e não há meio de perceber que tem de mastigar e engolir antes de enfiar outra colherada. Teimoso.

É niquento, aliás, é a pessoa mais niquenta que eu conheço. Não pode apanhar um cabelo ou uma linha do tapete. Faz ar de nojo e chama-me "ai! mãe! uma linha! um cabelo!". O mesmo se por acaso suja a mão com a comida "a mão tá suja, mãe. a mão tá muiada [molhada]", o que faz das refeições uma aventura, porque lhe estou de 30 em 30 segundos a limpar as mãos com um toalhete, ora porque têm migalhas, ora porque estão húmidas de pegar na fruta, por exemplo.



É assim o meu filho. O meu bebé cada vez mais menino.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

E agora?

Sabem quando alguém, que é naturalmente importante para vós, vos desilude? E quando vocês, mesmo assim, dão a mão a essa pessoa e, depois do choque inicial, se disponibilizam para aceitar os erros? E a seguir, essa pessoa engana-vos uma e outra e outra e outra vez... Nunca passaram por isso? Ainda bem. Pois é assim que eu me sinto, totalmente desencantada. E agora?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Frase do dia [ou talvez do ano!!!]

"A menina está mais magrinha".

Menina e magrinha na mesma frase é amor :)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Leis da Ni #2

Se tudo à tua volta parece ruir, então algo ainda vai fazer piorar a situação. Não interessa que amanhã tudo possa estar bem. Antes disso, vais ter de passar por mais alguma coisa que te vai atirar ao chão.

Foi assim que me senti hoje quando tirei o meu filho da cama. Para o aliviar do calor insuportável [36º às 19h, para terem uma ideia], deitei-o apenas com uma t-shirt sem mangas, em vez do habitual body. Com as lesões de eczema quase a ficarem bem, à mão de semear... [que é como quem diz, sem o body a proteger], coçou-se tanto que acordou com a roupa cheia de nódoas de sangue, com duas ou três lesões muito mais atiçadas do que o costume, enfim, um degredo. E este coração de mãe, que anda mirradinho do tamanho de uma ervilha com tanta merda de tanto problema que não é meu, mas não me sai da cabeça... um dia destes explode.

E como se tudo isso não bastasse, descobri que por obra e graça do divino espírito santo a nossa declaração de IRS submetida no dia 18/05 não consta dos registos do fisco. F&%-se, pá.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Onde é que isto vai parar ou a minha casa virou o Texas

Nem meia banana comida, diz-me:


"Já chega. Não qué mais"

Nem 30 segundos depois:

"Qué queijo da baca"

E eu depois de muito argumentar, concluo com um "Tens aqui banana. Se não tens fome para a banana, também não tens fome para mais nada", ao que ele me responde:

"Oh, sorte a minha!"

segunda-feira, 20 de junho de 2011

E no entanto

Continuo a visitar os vossos cantinhos, ainda que não comente, vou estando a par das vossas novidades. Por aqui, tirando a minha neura, o piolho continua a crescer a olhos vistos. O meu filho é a minha alegria e paz de espírito e o meu marido o nosso melhor companheiro. Alguma vez vos disse que adoro o meu pai? Amo-o de paixão. Pronto, agora já disse :)

E para desanuviar, aqui fica a última do piolho.

Quando come a sopa sozinho, costuma chamar a atenção de quem estiver presente e diz:
-"Pai/mãe/avô/avó/whoever, xôpa xojinho."
E aguarda pelo habitual "muito bem, estás a comer a sopa sozinho."
Ontem estava sozinho comigo e como já estava farto de falar só para mim, virou-se para a chupeta em cima da mesa e disse-lhe "xôpa xojinho, chupetinha noba [nova]" :)

domingo, 19 de junho de 2011

Merda

Criei um blog, já nem se há quanto tempo. Escrevia para lá uma série de papaias, o meu marido era a única pessoa que me lia, tinha direito a um e-mail por post, tal era a frequência com que escrevia. Apresentei o cantinho a mais uma ou outra pessoa. A Sininho e pouco mais. Foram chegando seguidores, leitores, comentadores, o boom de posts surgiu com a gravidez, isto tornou-se uma mescla de baby-blog com assuntos mais ou menos sérios e também parvos. Pela primeira vez, tenho necessidade de escrever e não posso. Fornique-se.

Hei-de retomar aos poucos a escrita. Se calhar farei posts que nunca serão publicados. Mas hei-de ter pachorra e vontade para retomar a escrita.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ausente

Por tempo indeterminado. Voltarei :)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

É lixado, mas é mesmo assim

A vida prega-nos partidas do caraças. Siga para Bingo.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Private stuff

Há pessoas capazes de fazer com que um tostão furado se sinta um milhão de dólares. Não é original, mas é verdade. Pena é que existam mais tostões furados do que pessoas assim.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Cenas do bacio

Então é assim :)

Não há desfralde cá em casa. Não pensamos nisso ainda. Acredito que é prematuro e que o M. não tem maturidade suficiente para o desfralde. Quer fisiológica, quer mental. No entanto, nós procuramos sempre 2 coisas: 1 - estimulá-lo; 2 - responder aos desafios dele. Neste caso, a curiosidade dele ditou as apresentações ao bacio.

Já tinhamos comprado um todo giro* numa promoção em Novembro. Esteve guardado até há bem pouco tempo e quando lho mostrámos detestou [servirá de banquinho, paciência]. Comprámos um dos mais simples e ele começou a achar graça a andar com ele pela casa. Como ele fala muito, começou a avisar quando ia fazer cocó muito cedo. Um dia pediu "mamã! cocó. bacio". E lá fui eu pô-lo no bacio. Esta cena repetiu-se dúzias de vezes e em todas, quando tinha vontade de puxar, pedia a fralda. E eu colocava-lhe a fralda e não se falava mais nisso.

No sábado deixou-se lá ficar sentado uns 5 minutos. Não fez nada, mas também não pediu fralda. No domingo, deixou-se lá ficar sentado, com dois telemóveis na mão e, pouco depois, tinha feito cocó e xixi. Foi uma festa :D

De lá para cá, não voltou a fazer. Ou não pediu, ou não estávamos em casa, ou já não fomos a tempo e já tinha feito na fralda. Sem qualquer pressa em desfraldar o meu filho, gostava que pelo menos o cocozito ele se habituasse a fazer no bacio. E assim, vou comprar um bacio para ter em casa das avós, que é onde passa mais tempo quando não está em casa. Mas vai continuar a usar fralda, pelo menos até que o sinta motivado e capaz de deixar as fraldas sem que isso se transforme numa luta titânica. É pelo menos esta a minha ideia, o tempo o dirá :)

Seja como for, está crescido!

*Não. Não tem música nem autoclismo integrado :P

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sai um par de estalos para a mesa do canto SFF

Devia ter-me caído um candeeiro na cabeça no momento em que decidi comprar-lhe uns ténis... brancos. :\


Dalila

Minha querida Dalila,

Não posso deixar passar em branco a tua chegada.

10 de Junho, dia de Portugal e das comunidades portuguesas, dia de Camões e agora, também, dia da Dalila.

Aguardámos pacientemente a tua chegada [umas mais pacientemente que outras :P], a tua mamã também estava ansiosa, sobretudo porque queria viver contigo um início perfeito. É justo. Não sei ainda grandes pormenores, mas espero que tenha sido tudo o que a tua mãe sonhou e mais alguma coisa ainda. Porque a tua mãe merece.


Não sei muito bem como é que isto acontece, mas gosto taaaaaaaaanto de ti, pá! Agora que a Little-Dee já nasceu, temos mesmo de promover um encontro fenomenal. Quero conhecer pessoalmente os meus sobrinhos e poder dar-te um mega abraço de parabéns!

Beijo enorme para todos,
Tia Ni :)

domingo, 12 de junho de 2011

Tcharan!

1 ano + 6 meses + 3 semanas + 4 dias = cocó e xixi no bacio

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O piolho não diz palavras

O piolho fala. Aos 18 meses e uns pós, posso dizer que o meu filho fala. Conversa. É um trapalhão de primeira apanha a caminhar, esquece-se muitas vezes de olhar em frente, é distraído e isso já nos valeu uns valentes sustos e algumas nódoas negras e galitos. Mas a falar nunca vi igual. Senão, vejamos:

-"Filho, bom dia. 'Tá na hora de acordar"!
-"Oh não, oh não! Qué dumire. O menino tá dumire".

-"Qué chupetinha"
-"Não, filho. Agora é de dia, tu não precisas de chupetinha"
-"Xiiiiim. O menino pexija. O Xupéuai tem chupetinha"
-"Não tem não."
-"A pincesa êbilia [ervilha] tem chupetinha"
-"Não tem não.
-"A capachinho tem chupetinha"

-"Ó pá! Qué mais xixa"

-"Então, filho? Caíste?"
-"Ohh! Que gande tambuião. Mãe, a péna tá suja!"
[E lá tenho eu de ir sacudir a perna dele, como se estivesse a limpar]

-"Mãe, axuda! [a desencaixar uma peça de lego, a tirar uma tampa de uma garrafa/biberão, etc]
-"Tenta tu, filho. Puxa".
-"Oh! Conxegui!!!!!"

And so on, and so on, and so on... Não há nada que não diga. E quando não percebemos, dá a volta. Explica de outra maneira até nós entendermos. Quando finalmente o percebemos, fica inchado de orgulho! Pede palmas, parece uma foca!!! Ó pá, eu sei que isto para vocês é uma seca, mas este blog é dele também. E eu quero registar, eu preciso registar, tudo isto é tão rápido e eu não me quero esquecer.

domingo, 5 de junho de 2011

Help

Nunca em toda a sua existência tinha visto o meu filho assim. De um momento para o outro, como se de uma trovoada se tratasse, desatou num berreiro nervoso, chorou, soluçou, nada era capaz de o acalmar. Não o consegui sentar na cadeira para almoçar. Acabei por levá-lo para o meu quarto e adormeceu depois de milhentos soluços e um choro aflitivo, deitado em cima de mim. Não tinha febre. Fui deitá-lo na cama dele. São 13:15 e ele lá está, com um biberão de leite no estômago às 9:30 da manhã. Espero que não venha por aí nada de preocupante.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O meu instinto assassino ou eu sou simplesmente mãe?

Sobre o vídeo da ama apanhada por vizinhos a maltratar crianças - confesso que não vi a reportagem toda na sic, apenas vi o vídeo [e bastou-me] a rodar pelo facebook - só me ocorre admitir que descobri instintos assassinos dentro de mim.

Que nojo de pessoa. Que mundo de merd@ este em que os pais são praticamente obrigados [?] a deixar os filhos numa ama com mais 13 [treze, leram bem] crianças/bebés. Como é que aquela mulher ainda respira? Que marcas ficaram naquelas crianças? Que merd@. Que nojo. Que raiva.

Eu não sei, mas tenho cá para mim que não ficaria satisfeita só com pena de prisão. Enquanto não lhe conseguisse por as mãos no pelo, não conseguiria voltar a dormir em paz. Eu não sou uma pessoa radical, considero-me bastante tolerante até, mas este é um daqueles casos em que o "olho por olho" se devia aplicar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dia da criança

Passei aqui só para assinalar o dia. Não ligo. Não compro prendas nem nada disso. Não será muito diferente do habitual, sobretudo tendo em conta que ele ainda não percebe. Vamos brincar, passear, ler, brincar, rir, brincar até ser hora de ir dormir.

Quanto ao significado do dia, o que eu gostava mesmo era que não existissem crianças infelizes, rejeitadas, mal tratadas, tristes em qualquer dia do ano. Mas cada vez mais me convenço do contrário. É triste. E depois há aquelas crianças que têm tudo e também não são felizes. Mais triste ainda.

Desculpem o fel... Um dia feliz para todos e todas, crianças, mães, pais, tios, primos, avós...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Desafio da Tanita - Só por Amor

Os meus hábitos de leitura andam pela hora da morte. O que mais leio nos dias de hoje são rótulos, por motivos evidentes. A vontade de pegar num livro e ler até ao raiar do sol, como tantas vezes aconteceu na minha adolescência, deu lugar ao cansaço de um final de dia de quem trabalha e tem filhos [um filho, neste caso]. Mas mesmo assim, a leitura sempre teve um papel importante na minha vida e eu aceitei este desafio da Tanita. De acrescentar ainda que, na minha opinião, as pessoas que lêem muito tendem a escrever bem, é inevitável.

O Desafio:

1- Existe um livro que leias e releias várias vezes?

Já reli vários livros. Assim, de repente, ocorrem-me dois. "Os Mais" - Eça de Queiroz e "A Casa dos Espíritos" - Isabel Allende. O 1º fui obrigada a ler no secundário e adorei. Tive curiosidade de o reler mais tarde, sem a pressão de preparar o capítulo X para a aula da semana que vem. E depois disso já voltei a ler e continuo fascinada. O 2º porque sim. Adorei lê-lo e não resisti a reler, anos mais tarde. Também vi o filme: nada a ver!!!

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

Mais do que um. Nunca consegui ler até ao fim o "Ensaio sobre a cegueira" - José Saramago. Desisti ao fim de algumas páginas e nunca mais tive vontade de lhe pegar novamente. Também não cheguei ao fim de "O Processo" - Franz Kafka, mas tentei várias vezes.

3 - Se escolhesses um livro para o resto da tua vida, qual seria ele?

Esta é difícil. Talvez "A Casa dos Espíritos".
4 - Que livro gostarias de ter lido mas que por algum motivo nunca leste?

Vários. Confesso, por exemplo, que nunca li "O Principezinho" - Antoine de Saint-Exupéry. Mas comprei-o há umas semanas e será a minha próxima leitura de cabeceira.

5 - Que livro cuja "cena final" jamais conseguiste esquecer?

Não me lembro de nenhuma em particular que me tenha marcado especialmente.
6 - Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?

Sim. Sempre li desde muito cedo. Em criança mesmo, comecei por patinhas. O maior castigo que me podiam dar era tirar-me os patinhas :)))) Depois, li todos os livros de "Uma aventura..." - Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Era capaz de ficar toda a noite a ler às escondidas. Já um pouco mais velha, li imensos livros de Robin Cook, médico de profissão, e cuja temática girava sempre em torno das práticas médicas. O que me recordo melhor foi "Intenção Criminosa", que me deixou com várias interrogações relativamente ao procedimento da Epidural :)
7 - Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

Sem dúvida, "Aparição" - Virgílio Ferreira. Li por obrigação, para as aulas de português no secundário.
8 - Indica alguns dos teus livros preferidos.

· Os Maias - Eça de Queirós

· Paula - Isabel Allende

. Casa dos Espíritos - Isabel Allende

. Na Margem do Rio Pedra eu sentei e chorei - Paulo Coelho

. Um rio chamado Tempo, uma casa chamada Terra - Mia Couto

9 - Indica 10 blogs para o meme literário [não é meu costume indicar, normalmente quando estes desafios cá chegam, já meia blogosfera respondeu :P, mas aqui vai]:

1 - T Zero do João

2 - O Blog da Clarinha

3 - O nosso mundo perfeito

4 - O Tanguinhas

5 - Os milagres acontecem

6 - Baunilha e companhia

7 - Pirilampo Mágico

8 - Mulher à Beira de um Ataque de Nervos

9 - As aventuras do Príncipe Pipoca

10 - Terra do Nunca ou talvez não

E mais uma, que me tinha escapado, Home alone Not

E a toda a gente que queira levar :)


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Coisas boas do Facebook

Fui muito resistente à onda Facebook. Acabei por criar uma conta quando estive em casa, de licença de maternidade, numa tentativa de me ligar ao mundo. Até hoje não me arrependo. Tem lá as suas tretas chatas, detesto aplicações manhosas, não percebo a euforia pelos Farmeville's e afins, mas, no geral acho que se for gerido de forma algo cuidadosa pode ser uma ferramenta boa.

Já por lá encontrei amizades antigas, que descobri que o tempo e a distância não apagaram. Já lá encontrei outras que são apenas um número e até já lá fiz novas amizades. Já encontrei informação que me ajudou de alguma forma. Mas hoje todas as minhas expectativas foram superadas.

Através de uma foto publicada por uma antiga companheira desportiva, foram-se juntando, uma a uma, pessoas que fizéram parte do meu dia-a-dia durante anos, pessoas com quem partilhei os melhores momentos do início da minha adolescência, pessoas que o tempo e a distância foram afastando, mas de quem afinal eu tenho muitas saudades. Uma em especial, o meu treinador. Calculo que deva ter agora perto de 70 anos. Eu já deixei a competição há quase 20!!!!! Meu Deus, tantas memórias acordaram hoje. A partir dessa simples foto, criou-se um evento. E eu quero muito que esse evento aconteça realmente. Quero muito poder reencontrar estas pessoas, este treinador que era uma espécie de pai para todos nós e que hoje me disse que eu espalhava alegria! Quero muito que este jantar aconteça.

Logo vos conto :) 

Stand by

A inspiração anda sumida. Tenho mil assuntos na cabeça e não me apetece escrever sobre nenhum. Estou irritada porque não consigo comentar numa série de blogs. "Raisparta" o blogger.



Adenda: para quem estiver com dificuldades em comentar no blogger, dêem um espreitadela no comentário da Tânia a esta post. Eu experimentei e resultou. Serviço público a funcionar :)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ontem, finalmente...

... demos-lhe uso. E ele adorou!!! Obrigada, padrinho. Adivinham-se muitos passeios divertidos :)

Mudasti

Vêm por aí mudanças cá em casa. Um de nós [que não sou eu] vai iniciar uma nova aventura profissional. Mudar para melhor, esperamos. Aparentemente para melhor, pelo menos. Siga para bingo.

Já eu... bem eu nem gosto de escrever sobre isto. Não por receio de me expor, mas porque não quero vir aqui reler um post e encontrar a minha própria frustração. Mas profissionalmente, este é sem dúvida o sentimento que me domina neste momento. Há demasiado tempo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Para a T Zero do João

Não consigo postar comentários no teu blog, o blogger está constantemente a pedir-me para autenticar a minha conta, anda passado outra vez.

Aqui fica o comentário que tinha escrito lá no teu cantinho, serve também de post sobre o assunto :)

"Está a crescer :)

Quanto ao bacio, nós comprámos um e fizémos as devidas apresentações. Começou por achar graça a andar com ele pela casa fora, como se fosse um brinquedo. Depois, começou a tentar sentar-se lá vestido [e que engraçado é ver que não tem pontaria nenhuma para acertar com o rabo no buraco!!!].

Ontem, avisou que ia fazer cocó, mas já muito em cima do acontecimento. Perguntei "queres fazer no bacio"? Resposta: "sim". Lá fomos nós. Quando lhe tirei a fralda, já tinha cocó, mas eu sabia que ia fazer mais. Sentei-o no bacio, achou graça aos primeiros 2 minutos e quando teve vontade de puxar... "mamã, mamã, fauda". E pronto, pus-lhe uma fralda e ele lá acabou o serviço. Eu não tenho intenção de o desfraldar ainda, é muito pequeno, mas assim aos pouquinhos vamos evoluindo. Se ele aprendesse a pedir para fazer o cocó no bacio, já ficava muito satisfeita :)

Parabéns pelas conquistas do João cachapim!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Comer sozinho

Ó tarefa hercúlea.

Eu não sei como é que fazem as outras mães. Sei que muitas de vocês começaram a por-lhes uma colher nas mãos muito mais cedo. O que eu sei é que isto é tarefa para me por os cabelos em pé. Nem sei se ria, se chore :)

Ele tem uma pressa desmedida e toda a gente sabe que a pressa não anda de mãos dadas com a perfeição, né? Eu não quero que ele seja perfeito, valha-me Deus, só tem ano e meio. Mas não podia ter um bocadinho mais de calma!? Nos últimos dias, a estratégia tem sido dar-lhe a sopa à boca, mas deixá-lo ter uma colher nas mãos para ir experimentando [obrigada Igraine]. Ele já percebeu para que serve e como se faz e até tem jeito. Mas no meio da coisa, dá-lhe a travadinha e lembra-se de bater com a colher no prato, ou levanta os braços e lá vai sopa pela cozinha/roupa/cadeira/cabelo, etc.

Ai Jesus, eu sei que é assim que se começa, mas eu dou-lhe banho antes do jantar. E dar depois não me agrada nada, uma vez que a maioria dos dias ele não aguenta acordado até lho poder dar. Como é que é? Demora muito a controlarem a colher? Vocês dão banho a seguir ao jantar [logo, logo a seguir]? Contem-me lá as vossas experiências, sim?

Entretanto pedi à minha avó que lhe faça um bibe, para ver se consigo poupar pelo menos a roupa... :P

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sabem aquelas pessoas que comem de tudo?

As que podem comer duas bolas de berlim ao pequeno almoço e não passam dos 49Kgs para 1,65 no mínimo? Que põem maionese em tudo e mais alguma coisa e nunca acusam colesterol elevado nas análises? Que comem batata frita e bebem coc-cola [ai as saudades que eu tenho de uma coca-cola] e têm sempre a barriga mais lisa do mercado mundo? Que não fazem ponta de um corno exercício para se manterem em forma, mas mantêm? Que nunca tiveram ponta de celulite? Sabem?

Cabras.