segunda-feira, 30 de maio de 2011

Coisas boas do Facebook

Fui muito resistente à onda Facebook. Acabei por criar uma conta quando estive em casa, de licença de maternidade, numa tentativa de me ligar ao mundo. Até hoje não me arrependo. Tem lá as suas tretas chatas, detesto aplicações manhosas, não percebo a euforia pelos Farmeville's e afins, mas, no geral acho que se for gerido de forma algo cuidadosa pode ser uma ferramenta boa.

Já por lá encontrei amizades antigas, que descobri que o tempo e a distância não apagaram. Já lá encontrei outras que são apenas um número e até já lá fiz novas amizades. Já encontrei informação que me ajudou de alguma forma. Mas hoje todas as minhas expectativas foram superadas.

Através de uma foto publicada por uma antiga companheira desportiva, foram-se juntando, uma a uma, pessoas que fizéram parte do meu dia-a-dia durante anos, pessoas com quem partilhei os melhores momentos do início da minha adolescência, pessoas que o tempo e a distância foram afastando, mas de quem afinal eu tenho muitas saudades. Uma em especial, o meu treinador. Calculo que deva ter agora perto de 70 anos. Eu já deixei a competição há quase 20!!!!! Meu Deus, tantas memórias acordaram hoje. A partir dessa simples foto, criou-se um evento. E eu quero muito que esse evento aconteça realmente. Quero muito poder reencontrar estas pessoas, este treinador que era uma espécie de pai para todos nós e que hoje me disse que eu espalhava alegria! Quero muito que este jantar aconteça.

Logo vos conto :) 

Stand by

A inspiração anda sumida. Tenho mil assuntos na cabeça e não me apetece escrever sobre nenhum. Estou irritada porque não consigo comentar numa série de blogs. "Raisparta" o blogger.



Adenda: para quem estiver com dificuldades em comentar no blogger, dêem um espreitadela no comentário da Tânia a esta post. Eu experimentei e resultou. Serviço público a funcionar :)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ontem, finalmente...

... demos-lhe uso. E ele adorou!!! Obrigada, padrinho. Adivinham-se muitos passeios divertidos :)

Mudasti

Vêm por aí mudanças cá em casa. Um de nós [que não sou eu] vai iniciar uma nova aventura profissional. Mudar para melhor, esperamos. Aparentemente para melhor, pelo menos. Siga para bingo.

Já eu... bem eu nem gosto de escrever sobre isto. Não por receio de me expor, mas porque não quero vir aqui reler um post e encontrar a minha própria frustração. Mas profissionalmente, este é sem dúvida o sentimento que me domina neste momento. Há demasiado tempo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Para a T Zero do João

Não consigo postar comentários no teu blog, o blogger está constantemente a pedir-me para autenticar a minha conta, anda passado outra vez.

Aqui fica o comentário que tinha escrito lá no teu cantinho, serve também de post sobre o assunto :)

"Está a crescer :)

Quanto ao bacio, nós comprámos um e fizémos as devidas apresentações. Começou por achar graça a andar com ele pela casa fora, como se fosse um brinquedo. Depois, começou a tentar sentar-se lá vestido [e que engraçado é ver que não tem pontaria nenhuma para acertar com o rabo no buraco!!!].

Ontem, avisou que ia fazer cocó, mas já muito em cima do acontecimento. Perguntei "queres fazer no bacio"? Resposta: "sim". Lá fomos nós. Quando lhe tirei a fralda, já tinha cocó, mas eu sabia que ia fazer mais. Sentei-o no bacio, achou graça aos primeiros 2 minutos e quando teve vontade de puxar... "mamã, mamã, fauda". E pronto, pus-lhe uma fralda e ele lá acabou o serviço. Eu não tenho intenção de o desfraldar ainda, é muito pequeno, mas assim aos pouquinhos vamos evoluindo. Se ele aprendesse a pedir para fazer o cocó no bacio, já ficava muito satisfeita :)

Parabéns pelas conquistas do João cachapim!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Comer sozinho

Ó tarefa hercúlea.

Eu não sei como é que fazem as outras mães. Sei que muitas de vocês começaram a por-lhes uma colher nas mãos muito mais cedo. O que eu sei é que isto é tarefa para me por os cabelos em pé. Nem sei se ria, se chore :)

Ele tem uma pressa desmedida e toda a gente sabe que a pressa não anda de mãos dadas com a perfeição, né? Eu não quero que ele seja perfeito, valha-me Deus, só tem ano e meio. Mas não podia ter um bocadinho mais de calma!? Nos últimos dias, a estratégia tem sido dar-lhe a sopa à boca, mas deixá-lo ter uma colher nas mãos para ir experimentando [obrigada Igraine]. Ele já percebeu para que serve e como se faz e até tem jeito. Mas no meio da coisa, dá-lhe a travadinha e lembra-se de bater com a colher no prato, ou levanta os braços e lá vai sopa pela cozinha/roupa/cadeira/cabelo, etc.

Ai Jesus, eu sei que é assim que se começa, mas eu dou-lhe banho antes do jantar. E dar depois não me agrada nada, uma vez que a maioria dos dias ele não aguenta acordado até lho poder dar. Como é que é? Demora muito a controlarem a colher? Vocês dão banho a seguir ao jantar [logo, logo a seguir]? Contem-me lá as vossas experiências, sim?

Entretanto pedi à minha avó que lhe faça um bibe, para ver se consigo poupar pelo menos a roupa... :P

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sabem aquelas pessoas que comem de tudo?

As que podem comer duas bolas de berlim ao pequeno almoço e não passam dos 49Kgs para 1,65 no mínimo? Que põem maionese em tudo e mais alguma coisa e nunca acusam colesterol elevado nas análises? Que comem batata frita e bebem coc-cola [ai as saudades que eu tenho de uma coca-cola] e têm sempre a barriga mais lisa do mercado mundo? Que não fazem ponta de um corno exercício para se manterem em forma, mas mantêm? Que nunca tiveram ponta de celulite? Sabem?

Cabras.

Estou protegido

Quem já usou, recomenda? Eu sei que devia ter perguntado antes de comprar... mas estou convencida que fiz uma boa escolha :)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Que tipo de mãe sou eu?

Imperfeita, claro. Como todas as mães que conheço. Mas a melhor que consigo.

Eu sou a mãe que não sabe quantos dentes tem o filho.
... que não acorda 200 vezes por noite para ir ver se ele está tapado. Agasalho-o, pronto.
... que faz questão que o filho se sente à mesa na hora das refeições. Brincar é na sala/rua, a cozinha é para comer, o wc para tomar banho e o quarto para dormir.
... que nunca adormeceu o filho ao colo por sistema. Deito-o e ele adormece. Se me chama, vou lá, se chora, vou lá, mas depois de o deitar não volto a trazê-lo para a sala, por exemplo. Nem que tenha de lá ir 100 vezes. No geral, não é preciso.
... que adora ler histórias e se entusiasma mais do que ele.
... que se envergonha quando lhe dá um berro. Nem sempre sou capaz de me controlar e quando lhe levanto a voz, morro de remorsos.
... que tem vontade de lhe dar uns açoites.
... que se enerva quando alguém tenta interferir na educação do piolho.
... que não acha piada a ver os miudos meterem na boca os brinquedos uns dos outros.
... que ajuda o filho a comer e não vê vantagens em dar-lhe uma colher para a mão e deixá-lo tomar banho de sopa. Só agora começo a dar-lhe essa liberdade, porque só agora senti que é o momento.
... que deixa o piolho dormir na avó e não sente culpa, mas que não seria capaz de o deixar com mais ninguém.
... que houve os conselhos dos médicos e profissionais de saúde, filtra a informação, mas põe o instinto em 1º lugar.
... que não compra iogurtes especiais-de-corrida.
... que não impõe horários de forma rigorosa, mas que respeita e faz respeitar as rotinas básicas
... que nunca deixou passar uma refeição sem sopa, mas que já recorreu às sopas de compra meia dúzia de vezes e aos boiões de fruta.
... que não obriga a comer e não insiste [muito], mas também não dá substitutos. Felizmente, não tenho do que me queixar nesse aspecto, até à data.
... que detesta que alguém [sobretudo pessoas de fora] lambuse o miúdo de beijos. Não gosto, nunca vou gostar. Não o obrigo a dar beijos a ninguém, mas é encorajado a cumprimentar toda a gente.
... que sempre repetiu as vezes necessárias as palavras "se faz favor", "desculpa", "com licença", mesmo quando ele era ainda um bebézinho. Hoje em dia, também ele as repete, sem nunca lhe ter ensinado ["desculpa" ainda não interiorizou].
... que fala correctamente com o piolho e não fala abebezado.
... que brinca, corre, senta-se no chão e não se preocupa se a roupa vai ficar suja.
... que tem vontade de bater em todos os miúdos que ignoram o piolho ou o fazem chorar no parque... mas não bate.
... que fica com o coração do tamanho de uma ervilha quando o piolho sofre.
... que fica com o coração do tamanho de um elefante quando ele diz "a mãe é meu".

Esta sou eu. Nem melhor, nem pior, apenas diferente de ti, de certeza :)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Então e agora?

Eu não sou de desistir facilmente. Já lidei com birras no banho, birras para comer, birras de sono, birras de birras, enfim, o normal. Mas cortar as unhas dos pés ao meu filho é um verdadeiro problema.

Cortar as das mãos, é na boa. Uso corta-unhas, sento-o ao meu colo, de preferência com a tv ligada e em 2 minutos está feito. As dos pés é um pesadelo.

Chora que se mata, mal eu lhe pego no pé e aproximo a tesoura. Chora mesmo sentido. Sinceramente já começo a não saber o que lhe hei-de fazer e isto de andar a cortar uma unha por dia é do caraças.

Já pensei cortar-lhas a dormir, mas ele está a dormir tão bem que me custa. Aceito sugestões, please.

Ano e meio

A partir de agora, quando me perguntarem a tua idade, direi "tem um ano e meio". Isso dos meses vai ficar só para nós, para assinalarmos sempre mais um a cada dia 18 :)

Já te disse que te adoro, filho? Já te disse que dizer que te adoro é pouco?

Este menino é um euromilhões premiado. Muitas vezes, eu e o pai trocamos um olhar que diz "mas como raio é que nós fizémos um miúdo tão perfeito?"

"Quem é o amor da mãe?"
- "Xou eu"

Tu sabe-la toda, puto!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Não gosto nada disto :(

O meu filho, além da questão das alergias, tem uma pele péssima. A 1ª vez que fomos ao dermatologista com ele, tinha 6 meses e o médico disse-me: "O seu filho não é atópico. É muito atópico". Isto nunca mais me saiu da cabeça. Antes de continuar, vou fazer aqui um []. Se o vosso bebé tem pele atópica, aconselho-vos a procurar a ajuda de um especialista. Os pediatras são porreiros e tal, mas não tenham dúvidas que para problemas de pele, o especialista é um dermatologista. Desde logo, este médico ensinou-nos a lidar com a frustração, desmistificou uma série de coisas e deu-nos informações preciosas sobre a forma de lidar quer com o cuidado diário, quer com as crises.

Desde os 6 meses, o meu filho já teve episódios mais ou menos complicados. Duas ou três crises mais assanhadas, com as quais aprendemos a lidar. No geral, existem sempre mazelas, pequenas lesões que vão melhorando e piorando. No final do verão passado, atravessou a melhor fase de sempre. Assim que lhe comecei a vestir mangas compridas e calças, lá para Outubro, voltámos a ser visitados por esse pesadelo que se chama eczema atópico. Durante todo o inverno, a situação manteve-se e, este ano, ainda não notei melhorias. Todos os dias, religiosamente, fazemos 3 aplicações de hidratante específio [cuja função é proteger, prevenir], logo de manhã, ao almoço e à noite. Sempre que necessário, reforçamos na zona das lesões, usamos um creme mais emoliente. Tanto faz ser da marca x, y ou z, ainda não descobrimos o emoliente milagroso para o caso do M. Ao que parece, cada pele "adopta" um creme/produto. Eu, infelizmente ainda não consegui encontrar "o" dele. O preventivo é bom, mas não faz milagres e, volta e meia, lá temos de recorrer a corticóides. É uma situação lixada e eu só espero que com a idade, a coisa vá melhorando.

Hoje estou especialmente triste. Tem uma lesão no cotovelo que me está a dar água pela barba. Estava quase boa e de repente... puft. O truque para viver com isto é ter paciência, eu sei. Mas o meu coração fica pequenino e custa-me muito vê-lo sofrer. Tem imensa comichão e onde chega é uma desgraça. Já para não falar das perguntas que nos fazem diariamente. Caiu? Esfolou-se? O que é que ele tem? Mas isso fica para outro post, que este já vai longo.

Por fim, a quem quiser partilhar experiências, dar sugestões ou um simples abraço solidário... sintam-se em casa.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

E aqueles blogs

...em que eu começo a ler o título e quando chego à segunda linha, na minha cabeça já só se ouve blá, blá, blá whiskas saquetas!?!? É que há pessoas tão sem piadinha nenhuma, tão boring repetitivas, tão sem sal que até dói [nota-se que eu finalmente comecei a usar o editor mais recente do blogger, não nota? Adoro esta coisa das palavras riscadas, toma lá mais uma].

Depois ainda há outros espécimes, as que querem ter sal à força toda e acabam por se tornar ridículas de tão exibicionistas.

E ainda há as burras [entenda-se, eu] que parace que têm um certo prazer macabro em continuar a ler estes blogs. Diz que é assim uma espécie de masoquismo guilty pleasure. Shame on me them.

PS - eu juro que esta parvoíce de traçar as palavras vai passar um dia rápido. E não me liguem, que eu estou cheia de sono.

Eu tinha sido esperta

Se tivesse dormido em vez de ficar na treta uma hora e tal, a fazer as actualizações de uma semana inteirinha!!! Estou podre cheia de sono.

Mas valeu bem a pena. No meio de tanta conversa, o big gajo ainda me disse que eu estou mais magrinha. Ou estou mesmo, ou ele queria ramboia festarola e eu não percebi... :) Já ele, vem moreno cumócaraças!!!

Hoje de manhã, o dia começou com o reencontro entre pai e filho, só mimo. "Ó papá! Xupêja". O pai diz que parece impossível ele ter crescido tanto numa semana apenas. Que está grande, que está pesado. É engraçado ver que uma semana faz diferença na imagem que temos deles. Nunca me afastei dele mais do que uma noite, por isso nunca tive essa sensação.

A modos que é assim, habemus pai again! Salvé aleluia, saravah e essas coisas todas.


domingo, 15 de maio de 2011

Já só faltam umas horas

Para o pai desta casa chegar.
7 dias. 6 noites a "brincar" às mães solteiras. Foi dureza. Beijo grande aos meus pais, sem eles teria sido tãaaao mais difícil.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Eu não nasci para frequentar parques infantis. Lamento.

Sempre achei que tinha nascido para ser [entre outras coisas] mãe. Se calhar enganei-me. Eu adoro ser mãe, especialmente do meu filho, que eu digo sempre que fui agraciada com um puto espectacular. Eu adoro tratar dele, dar-lhe banho, alimentá-lo, brincar, tratar da roupinha dele, envolver-me em tudo o que lhe diga respeito.

A minha dificuldade está em lidar com o resto do Mundo. Tinha feito um post enorme sobre este assunto, mas o blogger decidiu não colaborar e perdeu-se tudo. E agora não tenho pachorra para repetir. Fica só a ideia de que ontem fui com ele a um parque infantil, procurando um final de tarde agradável e vim de lá com os cabelos em pé.

Gente que finge que não está ali, que não vê, que não ouve. Incapaz de uma chamada de atenção. Um garoto pouco mais velho que o meu arrancou-lhe literalmente a bola das mãos [uma bola pequena], eu a tentar gerir a situação da melhor forma ao mesmo tempo que procurava descobrir uma mãe/pai daquela criança. Ao fim de 10 minutos de "anda cá, brinquem os dois, o M. empresta-te a bola, mas sozinho não tem graça, anda brincar com ele, traz cá a bola", aparece uma anormal que a única coisa que diz é "ai, ele é assim, não gosta de brincar com os outros". A minha vontade foi desistir de ser civilizada, estou eu ali quase a implorar a um fedelho que devolva a bola do meu filho e vem uma mula descartar-se totalmente do papel que lhe compete. E este foi só um exemplo, porque o que vi por ali deu-me náuseas... Haja poder de encaixe.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Coisas que eu às vezes pergunto a mim própria

Quando alguém tem uma necessidade extrema de estar constantemente a frisar que não se preocupa com aquilo que os outros possam dizer e /ou pensar; que é como é e quem gosta, gosta, quem não gosta "temos pena" e ainda que só sente necessidade de dar satisfações a si próprio/a...

...não será isto sintoma do contrário!?

Não é o que se diz, atenção. É a necessidade constante de o afirmar. Em alguns casos, chega a ser ridículo, parece que repetem a mesma lenga-lenga para si próprios para ver se se conseguem convencer que é verdade... 

terça-feira, 10 de maio de 2011

O que eu mais gosto de o ouvir dizer

"bubuleta culaxôsa" - A Borboleta Corajosa, título do livro preferido do momento

"ó-ó-ó-ó-pai" - quando chama com insistência, repete o ó-ó-ó-ó

"andacátão" - anda cá, então [diz-me isto enquanto estende os braços, quando eu o chamo para a banhoca]

"cágos" - carros, se estiver na bisa G. ou "pôpôs" - popós, se estiver com o avô

"qué mais xixa/peixe/bacalhau/xuta (fruta)"

"o ôto gute, mãe?"

"qué ito?"

"ó mãe, cólachão?" - que horas são? - no sábado, acordou cedo e eu deitei-o comigo a ver se dormia mais um pouco. Aguentou 15 minutos, sentou-se na minha barriga e perguntou "ó mãe, cólachão?", como quem diz "vai mas é buscar o meu leitinho, que já são horas".

"axuuuuda" - ajuda, quando não consegue fazer alguma coisa sozinho

"é pa guadari" - para guardar, alguma coisa que não quer ou que não lhe interessa naquele momento

"xinco-xeis-xete-nôbe-dez-catôze-quinze" - até ao 5, baralha-se. Esquece-se sempre do 8. O 14 e o 15 não faço ideia onde foi buscar.

"pôxa-bida" - poxa, vida! Coisas do avô.

"Sinhô Eduado" - o dono da tasca

"Tantas melindas" - meninas :)

 Não me quero esquecer desta fase, não me quero esquecer destas pequenas pérolas, tenho de anotar mais. E mais vezes!!!

Um pai faz tanta falta

Esta semana, estou sozinha em casa com o piolho. Por motivos de trabalho, o J. estará fora até Domingo à noite. São 7 dias, 6 noites. Eu sei que há imensa gente a viver esta situação em permanência, mas nem por isso me custa menos. Um pai faz muita falta em casa. Mesmo que não me ajudasse muito nas tarefas domésticas [que ajuda], valeria o simples facto de poder deitar um olho ao garoto enquanto eu faço alguma coisa ou de brincar com ele e entretê-lo enquanto a sopa não fica pronta, ou de me chegar a toalha que eu me esqueci de levar para o WC já depois de ter enfiado o miúdo na banheira, ou de o levar de manhã a casa da bisa G., ou de ir fazer o biberão enquanto eu despacho o reguila, ou de, ou de... tantos pormenores.

E depois também me faz falta o marido, claro. Alguém que me acorde quando eu adormeço no sofá da sala, alguém que me aconchegue, alguém com quem conversar, alguém que me faça companhia para jantar...

Hoje encontrei uma pessoa conhecida que perdeu o marido há 3 anos. Lembro-me bem desse dia. O filho de ambos tinha 4 e uma relação excepcional com o pai. Trocámos meia dúzia de palavras e, sobre a tragédia que caíu em cima dela, disse-me: "Foi horrível. O pior que tu possas imaginar." E eu acredito nela, mas não posso imaginar.

É por isso que esta semana de ausência me custa, claro, mas não é nada em comparação a isto. Este post serve de nota mental para eu nunca me esquecer do quanto sou feliz e da sorte que tenho pelo facto do meu marido se ausentar uma semana de vez em quando.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cúmulo da baba

Mãe: Piolho, I love you!

Piolho: Ai labiu, mamã!

Let the Sun shine



Aqui fica um mimo da mamã do Príncipe Pipoca, a quem agradeço ter-se lembrado do meu cantinho para dar as boas-vindas ao Sol.



Diz que devo escrever um post sobre isso, ora cá está ele :-)



Diz também que devo oferecer a quem entender e postar os respectivos links dos blogs, avisando depois... Ora, dei umas voltas pela blogosfera e parece-me que já quase toda a gente deu as boas-vindas ao Sol :-)



Por isso, quem quiser esteja à vontade para pegar no selo e levar, sim?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A propósito dos cuidados a um recém nascido

Vou transcrever para aqui um comentário que deixei hoje no blog da minha querida Dee, acerca da parafernália de produtos/cremes que fazem parte da hora do banho. Pode ser que ajude alguém com este meu testemunho...


"Os cremes :(


Eu comprei (ainda grávida) a linha da A-Derma para início. Não é barato, mas não é das mais caras, não me lembrei dos sabonetes de glicerina e já que tinha de comprar um creme/leite hidratante, comprei também o gel lavante. Correu tudo lindamente. Ainda alternei com Corine de Farme (muito mais barato) e fiquei surpreendida pela positiva.


Quando acabaram, em vez de ir comprar mais, resolvi usar uns que lhe ofereceram num coffret da Mustela. Havia de me ter caído um raio em cima nesse momento. Se há decisão de que me arrependo é essa :(


Pode até não ter tido nada a ver [mas ninguém me tira essa idéia], mas o que é certo é que depois de começar a usar esses produtos (todos cheirosinhos e bonitinhos e com doseador, um regalo...) o garoto começou a manifestar sintomas de pele atópica e passámos por momentos complicados. Ainda hoje a pele dele é péssima, farto-me de gastar dinheiro e todos os dias me lembro do momento em que tomei aquela decisão.


Efectivamente, é de evitar nos primeiros meses, pelo menos, o uso de produtos perfumados, mesmo das linhas bebé de qualquer marca. A Mustela que me perdoe, mas para mim não, obrigada.


À conta disso, tivemos de recorrer a dermatologista e bendita a hora. Aprendemos a lidar com o assunto e apesar de não ser fácil, vai-se controlando. Eu? Ainda hoje me culpo :(


Em compensação, usamos o creme de rabinho mais barato do mercado [e eficaz, pelo menos no M. resulta]: Bepanthene :)"

Sapatos, sandálias e coisas de pés

Ontem, num impulso, comprei estas sandálias ao piolho.


Quando era bebé, tinha muitos pares de sapatos, uns comprava eu, outros oferecidos, mas tinha sempre um para a fazer pendant com as toiletes. A partir dos 11/12 meses, comecei a preocupar-me em comprar calçado com qualidade, pensava eu que ele ia caminhar a qualquer momento. Aprendeu a caminhar descalço, é certo, e apesar de só ter começado a caminhar bem sozinho aos 16 meses, ainda aproveitou os ténis-bota para o Inverno que lhe comprei na Chicco em Novembro. Da nova colecção, e porque os anteriores já não serviam, comprei-lhe também na Chicco uns ténis, em promoção, com 20% de desconto. No entanto, o garoto vai precisar de um calçado mais aberto e arejado para o calor e eu ponderava fazer nova incursão à Chicco... Mas caramba, custa a dar! O pediatra não aconselhou marcas, disse-nos apenas que era fundamental o uso de um bom calçado com reforço no calcanhar.

Andei a pesquisar e encontrei esta marca. Aparentemente, parece-me muito idêntica à Chicco, em termos de qualidade. As sandálias são em pele, têm reforço no calcanhar e aquela protecção à frente. A diferença? Cerca de 25€ para menos [ou por outra, o preço inicial ronda a mesma coisa, mas a loja onde consegui encontrar dá-me ideia que vende colecções anteriores]!!! Alguém conhece a marca Billowy? Eu nunca tinha ouvido falar, mas decidi arriscar. A partir de quando é que deixaram de comprar este tipo de calçado aos vossos filhos e passaram a usar calçado "normal"? Estarei a ser muito picuinhas? Ajudem lá se faz favor.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Apelo ao bom senso em cada um de nós

Mesmo que este pedido só chegue a uma alma que seja, já valeu a pena.





Por favor, não ofereçam comida a crianças.




Toda a gente sabe que não é por mal, que é só por simpatia / cortesia, mas é uma irresponsabilidade. Nunca sabemos se a criança em causa poderá ter alguma restrição. Passa-se com o meu filho, é alérgico ao gluten e à clara de ovo. Estou farta de contar a mesma novela a pessoas que não têm nada a ver com a minha vida, só para justificar o porquê de não deixar o menino comer aquela bolachinha que lhe ofereceram...


É chato para mim, é [muito] perigoso para o meu filho, é desagradável para ambas as partes e podia ser evitado com um pouco de bom senso, apenas.



Mesmo antes do meu filho nascer, nunca ofereci uma migalha que fosse a uma criança sem pedir autorização ao pai/mãe [de preferência sem que a criança se aperceba]. E é assim que deve ser. Façam o mesmo, por favor.



E se puderem, ajudem-me a divulgar este apelo. Agradecida.

domingo, 1 de maio de 2011

Dia da Mãe



Hoje o dia também é meu, que sou mãe e trabalhadora! Um dia feliz a todas as mães, em especial à minha.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Serviço público

Se por acaso houver algum canal a transmitir a queca real, façam o favor de me avisar, tá?

terça-feira, 26 de abril de 2011

O meu filho [não] é melhor que o teu e eu [não] sou melhor mãe que tu, blablabla, whiskas saquetas

Este post vai ser mal amado, mas aqui vai na mesma :)


Antes de ser mãe, sempre notei uma certa tendência na generalidade das pessoas para comparar o que não tem comparação. Cada miúdo/a é um/a miúdo/a e nenhum é melhor que o outro só porque começou a andar com 9 meses, ou porque fala pelos cotovelos aos 13, ou porque aprendeu a ler sozinho aos 3 anos e assim por diante. Da mesma forma, cada casal [ou cada mãe e cada pai individualmente], deve decidir a melhor educação para o seu filho. Para o seu. Não para os filhos dos outros, se faz favor. E eu posso até não comungar dos mesmos ideais, mas [à excepção de casos limite de maus tratos, por exemplo] respeito as escolhas de cada um, como exijo respeito pelas minhas, pelas nossas. Dou opiniões, se mas pedirem. Mas não dou palpites gratuitos, não mando bitaites.


Se há coisa que me tira do sério mesmo é ouvir mãezinhas [sim, são sobretudo as mães] gabarem-se que se acham o suprassumo da maternidade, muito mais mães que todas as outras mães, porque, a título de exemplo:


-Deram de mamar até à exaustão, com as mamas desfeitas e lágrimas nos olhos de tanta dor, com os bicos gretados, mas mesmo assim não desistiram. Desculpem, mas eu não acho que sejam melhores mães por isso. Há momentos na nossa vida, em que procurar uma alternativa melhor para nós, é também o melhor que fazemos pelos nossos filhos [e atenção que eu não me estou a defender em causa própria, porque o desmame do piolho aconteceu naturalmente e eu nunca sofri horrores com a amamentação, apenas os normais dias-melhores-dias-piores].


-Deixam de ter vida própria e só aceitam a ideia de que quem tem filhos tem de abdicar do que gosta, porque tem de dedicar-se 100% aos filhos e nada é mais importante que estar com eles e só os programas que os possam incluir devem ser equacionados [nada contra, atenção. Só nunca me venham dizer que são melhores mães que eu por pensar de maneira diferente e por deixar o meu filho dormir uma noite nos avós esporadicamente para poder fazer um programa de gente crescida].


-Nunca levantaram a voz ou tiveram vontade de dar uma palmada valente num filho [eu aceito as convicções das pessoas que não batem nos filhos e não berram com eles e se conseguem controlar sempre. Eu própria faço um esforço enorme para evitar berros e palmadas, porque não acredito que sejam a melhor forma de educar. Mas no dia em que eu der uma palmada ao meu filho - porque isso vai acontecer -, não aceito ouvir ninguém dizer que nunca bateu e, por isso, é melhor que eu].


E eu podia ficar aqui a tarde toda a dar exemplos, mas acho que já deu para perceber. Queria apenas deixar claro que eu não critico nem condeno nenhuma destas situações. Simplesmente não aceito que sejam usadas como estandarte nesta coisa difícil que é a maternidade.

Frases aos 17 meses

"Água, anda cá ôta bez"- a chamar o repuxo de água de uma fonte

"Pai, anda cá! Fáxabôre" - a chamar o pai

"Avô! Ó pópôs. Depéssa" - a chamar o meu pai para a janela, para irem ver os carros passar

"Quero uma banana" - dispensa explicações

"Ó mãe, dá uma molachinha" - a pedir bolachas

"Ôto, mamã! Ôto gute" - ainda o 1º vai a meio, já está preocupado com o 2º

"Olha! Ôta luz" - sempre que alguém acende uma luz

"Ó mamã, apanha. A chupetinha" - quando está deitado e não quer dormir, atira a chupeta para o chão e chama-me

"Ó vó, a bola. Tá (a)li." - quando não chega à bola, a desgraçada da avó é que tem de andar de rabo para o ar

"Já chega. Não qué mais" - quando não quer mais leite/sopa/fruta/por cremes/etc..

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Antes que me esqueça

Aos 17 meses, pela primeira vez, fica sossegado no meu colo enquanto lhe leio uma história do início ao fim: "A borboleta corajosa"


E mais, quando a história acabou: "Mãe, ôta bez"

Já disse que esta fase que ele atravessa podia durar até aos 18 anos!?!?!?!??!?! Loving it!