quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ano e meio

A partir de agora, quando me perguntarem a tua idade, direi "tem um ano e meio". Isso dos meses vai ficar só para nós, para assinalarmos sempre mais um a cada dia 18 :)

Já te disse que te adoro, filho? Já te disse que dizer que te adoro é pouco?

Este menino é um euromilhões premiado. Muitas vezes, eu e o pai trocamos um olhar que diz "mas como raio é que nós fizémos um miúdo tão perfeito?"

"Quem é o amor da mãe?"
- "Xou eu"

Tu sabe-la toda, puto!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Não gosto nada disto :(

O meu filho, além da questão das alergias, tem uma pele péssima. A 1ª vez que fomos ao dermatologista com ele, tinha 6 meses e o médico disse-me: "O seu filho não é atópico. É muito atópico". Isto nunca mais me saiu da cabeça. Antes de continuar, vou fazer aqui um []. Se o vosso bebé tem pele atópica, aconselho-vos a procurar a ajuda de um especialista. Os pediatras são porreiros e tal, mas não tenham dúvidas que para problemas de pele, o especialista é um dermatologista. Desde logo, este médico ensinou-nos a lidar com a frustração, desmistificou uma série de coisas e deu-nos informações preciosas sobre a forma de lidar quer com o cuidado diário, quer com as crises.

Desde os 6 meses, o meu filho já teve episódios mais ou menos complicados. Duas ou três crises mais assanhadas, com as quais aprendemos a lidar. No geral, existem sempre mazelas, pequenas lesões que vão melhorando e piorando. No final do verão passado, atravessou a melhor fase de sempre. Assim que lhe comecei a vestir mangas compridas e calças, lá para Outubro, voltámos a ser visitados por esse pesadelo que se chama eczema atópico. Durante todo o inverno, a situação manteve-se e, este ano, ainda não notei melhorias. Todos os dias, religiosamente, fazemos 3 aplicações de hidratante específio [cuja função é proteger, prevenir], logo de manhã, ao almoço e à noite. Sempre que necessário, reforçamos na zona das lesões, usamos um creme mais emoliente. Tanto faz ser da marca x, y ou z, ainda não descobrimos o emoliente milagroso para o caso do M. Ao que parece, cada pele "adopta" um creme/produto. Eu, infelizmente ainda não consegui encontrar "o" dele. O preventivo é bom, mas não faz milagres e, volta e meia, lá temos de recorrer a corticóides. É uma situação lixada e eu só espero que com a idade, a coisa vá melhorando.

Hoje estou especialmente triste. Tem uma lesão no cotovelo que me está a dar água pela barba. Estava quase boa e de repente... puft. O truque para viver com isto é ter paciência, eu sei. Mas o meu coração fica pequenino e custa-me muito vê-lo sofrer. Tem imensa comichão e onde chega é uma desgraça. Já para não falar das perguntas que nos fazem diariamente. Caiu? Esfolou-se? O que é que ele tem? Mas isso fica para outro post, que este já vai longo.

Por fim, a quem quiser partilhar experiências, dar sugestões ou um simples abraço solidário... sintam-se em casa.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

E aqueles blogs

...em que eu começo a ler o título e quando chego à segunda linha, na minha cabeça já só se ouve blá, blá, blá whiskas saquetas!?!? É que há pessoas tão sem piadinha nenhuma, tão boring repetitivas, tão sem sal que até dói [nota-se que eu finalmente comecei a usar o editor mais recente do blogger, não nota? Adoro esta coisa das palavras riscadas, toma lá mais uma].

Depois ainda há outros espécimes, as que querem ter sal à força toda e acabam por se tornar ridículas de tão exibicionistas.

E ainda há as burras [entenda-se, eu] que parace que têm um certo prazer macabro em continuar a ler estes blogs. Diz que é assim uma espécie de masoquismo guilty pleasure. Shame on me them.

PS - eu juro que esta parvoíce de traçar as palavras vai passar um dia rápido. E não me liguem, que eu estou cheia de sono.

Eu tinha sido esperta

Se tivesse dormido em vez de ficar na treta uma hora e tal, a fazer as actualizações de uma semana inteirinha!!! Estou podre cheia de sono.

Mas valeu bem a pena. No meio de tanta conversa, o big gajo ainda me disse que eu estou mais magrinha. Ou estou mesmo, ou ele queria ramboia festarola e eu não percebi... :) Já ele, vem moreno cumócaraças!!!

Hoje de manhã, o dia começou com o reencontro entre pai e filho, só mimo. "Ó papá! Xupêja". O pai diz que parece impossível ele ter crescido tanto numa semana apenas. Que está grande, que está pesado. É engraçado ver que uma semana faz diferença na imagem que temos deles. Nunca me afastei dele mais do que uma noite, por isso nunca tive essa sensação.

A modos que é assim, habemus pai again! Salvé aleluia, saravah e essas coisas todas.


domingo, 15 de maio de 2011

Já só faltam umas horas

Para o pai desta casa chegar.
7 dias. 6 noites a "brincar" às mães solteiras. Foi dureza. Beijo grande aos meus pais, sem eles teria sido tãaaao mais difícil.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Eu não nasci para frequentar parques infantis. Lamento.

Sempre achei que tinha nascido para ser [entre outras coisas] mãe. Se calhar enganei-me. Eu adoro ser mãe, especialmente do meu filho, que eu digo sempre que fui agraciada com um puto espectacular. Eu adoro tratar dele, dar-lhe banho, alimentá-lo, brincar, tratar da roupinha dele, envolver-me em tudo o que lhe diga respeito.

A minha dificuldade está em lidar com o resto do Mundo. Tinha feito um post enorme sobre este assunto, mas o blogger decidiu não colaborar e perdeu-se tudo. E agora não tenho pachorra para repetir. Fica só a ideia de que ontem fui com ele a um parque infantil, procurando um final de tarde agradável e vim de lá com os cabelos em pé.

Gente que finge que não está ali, que não vê, que não ouve. Incapaz de uma chamada de atenção. Um garoto pouco mais velho que o meu arrancou-lhe literalmente a bola das mãos [uma bola pequena], eu a tentar gerir a situação da melhor forma ao mesmo tempo que procurava descobrir uma mãe/pai daquela criança. Ao fim de 10 minutos de "anda cá, brinquem os dois, o M. empresta-te a bola, mas sozinho não tem graça, anda brincar com ele, traz cá a bola", aparece uma anormal que a única coisa que diz é "ai, ele é assim, não gosta de brincar com os outros". A minha vontade foi desistir de ser civilizada, estou eu ali quase a implorar a um fedelho que devolva a bola do meu filho e vem uma mula descartar-se totalmente do papel que lhe compete. E este foi só um exemplo, porque o que vi por ali deu-me náuseas... Haja poder de encaixe.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Coisas que eu às vezes pergunto a mim própria

Quando alguém tem uma necessidade extrema de estar constantemente a frisar que não se preocupa com aquilo que os outros possam dizer e /ou pensar; que é como é e quem gosta, gosta, quem não gosta "temos pena" e ainda que só sente necessidade de dar satisfações a si próprio/a...

...não será isto sintoma do contrário!?

Não é o que se diz, atenção. É a necessidade constante de o afirmar. Em alguns casos, chega a ser ridículo, parece que repetem a mesma lenga-lenga para si próprios para ver se se conseguem convencer que é verdade... 

terça-feira, 10 de maio de 2011

O que eu mais gosto de o ouvir dizer

"bubuleta culaxôsa" - A Borboleta Corajosa, título do livro preferido do momento

"ó-ó-ó-ó-pai" - quando chama com insistência, repete o ó-ó-ó-ó

"andacátão" - anda cá, então [diz-me isto enquanto estende os braços, quando eu o chamo para a banhoca]

"cágos" - carros, se estiver na bisa G. ou "pôpôs" - popós, se estiver com o avô

"qué mais xixa/peixe/bacalhau/xuta (fruta)"

"o ôto gute, mãe?"

"qué ito?"

"ó mãe, cólachão?" - que horas são? - no sábado, acordou cedo e eu deitei-o comigo a ver se dormia mais um pouco. Aguentou 15 minutos, sentou-se na minha barriga e perguntou "ó mãe, cólachão?", como quem diz "vai mas é buscar o meu leitinho, que já são horas".

"axuuuuda" - ajuda, quando não consegue fazer alguma coisa sozinho

"é pa guadari" - para guardar, alguma coisa que não quer ou que não lhe interessa naquele momento

"xinco-xeis-xete-nôbe-dez-catôze-quinze" - até ao 5, baralha-se. Esquece-se sempre do 8. O 14 e o 15 não faço ideia onde foi buscar.

"pôxa-bida" - poxa, vida! Coisas do avô.

"Sinhô Eduado" - o dono da tasca

"Tantas melindas" - meninas :)

 Não me quero esquecer desta fase, não me quero esquecer destas pequenas pérolas, tenho de anotar mais. E mais vezes!!!

Um pai faz tanta falta

Esta semana, estou sozinha em casa com o piolho. Por motivos de trabalho, o J. estará fora até Domingo à noite. São 7 dias, 6 noites. Eu sei que há imensa gente a viver esta situação em permanência, mas nem por isso me custa menos. Um pai faz muita falta em casa. Mesmo que não me ajudasse muito nas tarefas domésticas [que ajuda], valeria o simples facto de poder deitar um olho ao garoto enquanto eu faço alguma coisa ou de brincar com ele e entretê-lo enquanto a sopa não fica pronta, ou de me chegar a toalha que eu me esqueci de levar para o WC já depois de ter enfiado o miúdo na banheira, ou de o levar de manhã a casa da bisa G., ou de ir fazer o biberão enquanto eu despacho o reguila, ou de, ou de... tantos pormenores.

E depois também me faz falta o marido, claro. Alguém que me acorde quando eu adormeço no sofá da sala, alguém que me aconchegue, alguém com quem conversar, alguém que me faça companhia para jantar...

Hoje encontrei uma pessoa conhecida que perdeu o marido há 3 anos. Lembro-me bem desse dia. O filho de ambos tinha 4 e uma relação excepcional com o pai. Trocámos meia dúzia de palavras e, sobre a tragédia que caíu em cima dela, disse-me: "Foi horrível. O pior que tu possas imaginar." E eu acredito nela, mas não posso imaginar.

É por isso que esta semana de ausência me custa, claro, mas não é nada em comparação a isto. Este post serve de nota mental para eu nunca me esquecer do quanto sou feliz e da sorte que tenho pelo facto do meu marido se ausentar uma semana de vez em quando.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cúmulo da baba

Mãe: Piolho, I love you!

Piolho: Ai labiu, mamã!

Let the Sun shine



Aqui fica um mimo da mamã do Príncipe Pipoca, a quem agradeço ter-se lembrado do meu cantinho para dar as boas-vindas ao Sol.



Diz que devo escrever um post sobre isso, ora cá está ele :-)



Diz também que devo oferecer a quem entender e postar os respectivos links dos blogs, avisando depois... Ora, dei umas voltas pela blogosfera e parece-me que já quase toda a gente deu as boas-vindas ao Sol :-)



Por isso, quem quiser esteja à vontade para pegar no selo e levar, sim?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A propósito dos cuidados a um recém nascido

Vou transcrever para aqui um comentário que deixei hoje no blog da minha querida Dee, acerca da parafernália de produtos/cremes que fazem parte da hora do banho. Pode ser que ajude alguém com este meu testemunho...


"Os cremes :(


Eu comprei (ainda grávida) a linha da A-Derma para início. Não é barato, mas não é das mais caras, não me lembrei dos sabonetes de glicerina e já que tinha de comprar um creme/leite hidratante, comprei também o gel lavante. Correu tudo lindamente. Ainda alternei com Corine de Farme (muito mais barato) e fiquei surpreendida pela positiva.


Quando acabaram, em vez de ir comprar mais, resolvi usar uns que lhe ofereceram num coffret da Mustela. Havia de me ter caído um raio em cima nesse momento. Se há decisão de que me arrependo é essa :(


Pode até não ter tido nada a ver [mas ninguém me tira essa idéia], mas o que é certo é que depois de começar a usar esses produtos (todos cheirosinhos e bonitinhos e com doseador, um regalo...) o garoto começou a manifestar sintomas de pele atópica e passámos por momentos complicados. Ainda hoje a pele dele é péssima, farto-me de gastar dinheiro e todos os dias me lembro do momento em que tomei aquela decisão.


Efectivamente, é de evitar nos primeiros meses, pelo menos, o uso de produtos perfumados, mesmo das linhas bebé de qualquer marca. A Mustela que me perdoe, mas para mim não, obrigada.


À conta disso, tivemos de recorrer a dermatologista e bendita a hora. Aprendemos a lidar com o assunto e apesar de não ser fácil, vai-se controlando. Eu? Ainda hoje me culpo :(


Em compensação, usamos o creme de rabinho mais barato do mercado [e eficaz, pelo menos no M. resulta]: Bepanthene :)"

Sapatos, sandálias e coisas de pés

Ontem, num impulso, comprei estas sandálias ao piolho.


Quando era bebé, tinha muitos pares de sapatos, uns comprava eu, outros oferecidos, mas tinha sempre um para a fazer pendant com as toiletes. A partir dos 11/12 meses, comecei a preocupar-me em comprar calçado com qualidade, pensava eu que ele ia caminhar a qualquer momento. Aprendeu a caminhar descalço, é certo, e apesar de só ter começado a caminhar bem sozinho aos 16 meses, ainda aproveitou os ténis-bota para o Inverno que lhe comprei na Chicco em Novembro. Da nova colecção, e porque os anteriores já não serviam, comprei-lhe também na Chicco uns ténis, em promoção, com 20% de desconto. No entanto, o garoto vai precisar de um calçado mais aberto e arejado para o calor e eu ponderava fazer nova incursão à Chicco... Mas caramba, custa a dar! O pediatra não aconselhou marcas, disse-nos apenas que era fundamental o uso de um bom calçado com reforço no calcanhar.

Andei a pesquisar e encontrei esta marca. Aparentemente, parece-me muito idêntica à Chicco, em termos de qualidade. As sandálias são em pele, têm reforço no calcanhar e aquela protecção à frente. A diferença? Cerca de 25€ para menos [ou por outra, o preço inicial ronda a mesma coisa, mas a loja onde consegui encontrar dá-me ideia que vende colecções anteriores]!!! Alguém conhece a marca Billowy? Eu nunca tinha ouvido falar, mas decidi arriscar. A partir de quando é que deixaram de comprar este tipo de calçado aos vossos filhos e passaram a usar calçado "normal"? Estarei a ser muito picuinhas? Ajudem lá se faz favor.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Apelo ao bom senso em cada um de nós

Mesmo que este pedido só chegue a uma alma que seja, já valeu a pena.





Por favor, não ofereçam comida a crianças.




Toda a gente sabe que não é por mal, que é só por simpatia / cortesia, mas é uma irresponsabilidade. Nunca sabemos se a criança em causa poderá ter alguma restrição. Passa-se com o meu filho, é alérgico ao gluten e à clara de ovo. Estou farta de contar a mesma novela a pessoas que não têm nada a ver com a minha vida, só para justificar o porquê de não deixar o menino comer aquela bolachinha que lhe ofereceram...


É chato para mim, é [muito] perigoso para o meu filho, é desagradável para ambas as partes e podia ser evitado com um pouco de bom senso, apenas.



Mesmo antes do meu filho nascer, nunca ofereci uma migalha que fosse a uma criança sem pedir autorização ao pai/mãe [de preferência sem que a criança se aperceba]. E é assim que deve ser. Façam o mesmo, por favor.



E se puderem, ajudem-me a divulgar este apelo. Agradecida.

domingo, 1 de maio de 2011

Dia da Mãe



Hoje o dia também é meu, que sou mãe e trabalhadora! Um dia feliz a todas as mães, em especial à minha.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Serviço público

Se por acaso houver algum canal a transmitir a queca real, façam o favor de me avisar, tá?

terça-feira, 26 de abril de 2011

O meu filho [não] é melhor que o teu e eu [não] sou melhor mãe que tu, blablabla, whiskas saquetas

Este post vai ser mal amado, mas aqui vai na mesma :)


Antes de ser mãe, sempre notei uma certa tendência na generalidade das pessoas para comparar o que não tem comparação. Cada miúdo/a é um/a miúdo/a e nenhum é melhor que o outro só porque começou a andar com 9 meses, ou porque fala pelos cotovelos aos 13, ou porque aprendeu a ler sozinho aos 3 anos e assim por diante. Da mesma forma, cada casal [ou cada mãe e cada pai individualmente], deve decidir a melhor educação para o seu filho. Para o seu. Não para os filhos dos outros, se faz favor. E eu posso até não comungar dos mesmos ideais, mas [à excepção de casos limite de maus tratos, por exemplo] respeito as escolhas de cada um, como exijo respeito pelas minhas, pelas nossas. Dou opiniões, se mas pedirem. Mas não dou palpites gratuitos, não mando bitaites.


Se há coisa que me tira do sério mesmo é ouvir mãezinhas [sim, são sobretudo as mães] gabarem-se que se acham o suprassumo da maternidade, muito mais mães que todas as outras mães, porque, a título de exemplo:


-Deram de mamar até à exaustão, com as mamas desfeitas e lágrimas nos olhos de tanta dor, com os bicos gretados, mas mesmo assim não desistiram. Desculpem, mas eu não acho que sejam melhores mães por isso. Há momentos na nossa vida, em que procurar uma alternativa melhor para nós, é também o melhor que fazemos pelos nossos filhos [e atenção que eu não me estou a defender em causa própria, porque o desmame do piolho aconteceu naturalmente e eu nunca sofri horrores com a amamentação, apenas os normais dias-melhores-dias-piores].


-Deixam de ter vida própria e só aceitam a ideia de que quem tem filhos tem de abdicar do que gosta, porque tem de dedicar-se 100% aos filhos e nada é mais importante que estar com eles e só os programas que os possam incluir devem ser equacionados [nada contra, atenção. Só nunca me venham dizer que são melhores mães que eu por pensar de maneira diferente e por deixar o meu filho dormir uma noite nos avós esporadicamente para poder fazer um programa de gente crescida].


-Nunca levantaram a voz ou tiveram vontade de dar uma palmada valente num filho [eu aceito as convicções das pessoas que não batem nos filhos e não berram com eles e se conseguem controlar sempre. Eu própria faço um esforço enorme para evitar berros e palmadas, porque não acredito que sejam a melhor forma de educar. Mas no dia em que eu der uma palmada ao meu filho - porque isso vai acontecer -, não aceito ouvir ninguém dizer que nunca bateu e, por isso, é melhor que eu].


E eu podia ficar aqui a tarde toda a dar exemplos, mas acho que já deu para perceber. Queria apenas deixar claro que eu não critico nem condeno nenhuma destas situações. Simplesmente não aceito que sejam usadas como estandarte nesta coisa difícil que é a maternidade.

Frases aos 17 meses

"Água, anda cá ôta bez"- a chamar o repuxo de água de uma fonte

"Pai, anda cá! Fáxabôre" - a chamar o pai

"Avô! Ó pópôs. Depéssa" - a chamar o meu pai para a janela, para irem ver os carros passar

"Quero uma banana" - dispensa explicações

"Ó mãe, dá uma molachinha" - a pedir bolachas

"Ôto, mamã! Ôto gute" - ainda o 1º vai a meio, já está preocupado com o 2º

"Olha! Ôta luz" - sempre que alguém acende uma luz

"Ó mamã, apanha. A chupetinha" - quando está deitado e não quer dormir, atira a chupeta para o chão e chama-me

"Ó vó, a bola. Tá (a)li." - quando não chega à bola, a desgraçada da avó é que tem de andar de rabo para o ar

"Já chega. Não qué mais" - quando não quer mais leite/sopa/fruta/por cremes/etc..

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Antes que me esqueça

Aos 17 meses, pela primeira vez, fica sossegado no meu colo enquanto lhe leio uma história do início ao fim: "A borboleta corajosa"


E mais, quando a história acabou: "Mãe, ôta bez"

Já disse que esta fase que ele atravessa podia durar até aos 18 anos!?!?!?!??!?! Loving it!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Melhor definição de mim própria, ever

A Ni é a Ni, pronto.

Passeai, Flores

Foi há 2 anos, mais coisa menos coisa que conheci este blog. Li de fio a pavio e ri-me tanto, tanto, tanto! Hoje voltei lá [infelizmente já não é actualizado vai para 7 meses] e resgatei este meu comentário:


"Olá! Estava eu aqui no tédio de uma tarde de trabalho que já se arrastava entre telefonemas difíceis e visitas inesperadas, daquelas que não interessam nem ao Menino Jesus.. quando recebo via msn um link acompanhado da seguinte mensagem: "olha o blogue que eu descobri..." http :/ controversamaresia.blogs.sapo.pt /. [foi a Sininho que me enviou]. Resolvi explorar e quase acidentalmente fui redireccionada para aqui, para o universo das "filhinhas da barata". Tu, fantástica versão feminina do humor nuno-markliano , não imaginas o quanto eu me identifico com esta tua visão. Devorei os posts , um por um, desde Janeiro de 2005. Larguei altas gargalhadas, tão altas que se tornou impossível não partilhar alguns com a colega do lado. Estou grávida de 3 meses mais coisa-menos-coisa . Chamo-lhe o meu inquilino misterioso e aguardo a sua chegada cheia de expectativas e com um imenso optimismo... que quase se ia desvanecendo ao explorar pela internet os variadíssimos fóruns e blogues frequentados pelas mães maravilha, as da guerra do percentil , com as quais eu me identifico em zero % da minha personalidade. Não me vou alongar mais, queria apenas agradecer do fundo do coração o facto de me ter devolvido a dignidade enquanto futura mãe descontraída, contra o esteriótipo da frustrada mãe-bebé-dependente . Ganhaste uma fã!"


Ainda hoje é tão actual. Também foi por lá que encontrei a Daniela. Mas a Daniela é especial... fica para outro post :)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

17 meses


Já só falta um mês para o ano e meio.


Não consigo fazer aqui um apanhado das evoluções do rapaz. São muitas, são diárias, são de me levar às lágrimas [das boas] e eu já não dou conta do recado. Quando tento fazê-lo, fico com a sensação de que me estou a esquecer de quase tudo e de que o relato vai ficar incompleto.


Ficam as linhas gerais, para eu nunca esquecer :P


É um miúdo que começou a falar muito, muito bem e muito cedo. "Ó água! Anda cá ôta bez!"

Por repetição, diz tudo, mas tudo mesmo. E depois inicia o processo de assimilar o significado das palavras e, em menos de nada, aplica-as na hora H, quando menos esperamos. Não será nenhum fenómeno, claro, mas a mim deixa-me estupefacta.


Começou a caminhar há um mês, ali mesmo a rasar os 16 meses. No dia seguinte começou a correr e de há umas 2 semanas para cá, consegue correr atrás de uma bola e chutar. É um pouco trôpego, eu ainda não confio 100% nas suas capacidades de equilíbrio. Cai muitas vezes e outras tantas atira-se para o chão de propósito. Às vezes não lhe corre bem. Os móveis não se desviam e dia-sim-dia-não temos direito a uma mossa nova.


Só agora começa a beber o biberão sozinho e, mesmo assim, nem sempre. É um bocado "atado" e eu às vezes acho que a culpa é minha, mas no fundo penso que tem tempo para aprender e nós não temos pressa. Só agora começa a perceber o significado de trincar [uma peça de fruta, uma bolacha]. Até aqui, ou eu lhe dava à boca já tudo partido em bocados com tamanho adequado ou ele enfiava tudo de uma vez na boca e depois era um sarilho. Não come sozinho. Se eu lhe der para a mão uma colher com arroz, por exemplo, leva-a à boca quase na perfeição, mas ainda não tem destreza para comer sozinho com colher. Beber pelo copo nem pensar. No máximo, beber pela garrafa e, mesmo assim, faz muitas vezes a piadola de guardar a água na boca e depois deitá-la fora... Enfim, gostava que em Setembro [quando for para a creche] já tivesse mais alguma autonomia neste aspecto, mas creio que está perfeitamente enquadrado na idade que tem.


Continua a comer bem e de tudo. Provou gelado pela 1ª vez e a reacção foi "É bom. Mãe, qué mais"! De resto, mastiga cada vez melhor e já é hábito fazer a refeição com direito a 2º prato a sério. :)


O meu bebé já não é tão bebé assim. Isso deixa-me feliz, claro, adoro vê-lo percorrer este caminho para a independência, mas estaria a mentir se dissesse que não sinto uma pontinha de nostalgia. Costumo dizer que estou a gostar tanto desta fase, que não me importava que durasse até aos 18 anos :)))

A criança que há em mim


Podia dizer que estou ansiosa pelo meu aniversário e por abrir presentes e ver quem se vai lembrar de mim nesse dia, mas não.


Preparei uma pequena surpresa para uma amiga e agora estou em pulgas para saber como correu... pareço uma pequenita!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Um dia apago a Pipoca Mais Doce da minha lista de blogs

Hoje foi o dia... Aquilo já foi mais engraçado, ou é de mim?

Merece destaque

Era só para registar que esta menina perdeu exactamente 4.600gr desde o início da dieta.


Kudos para mim!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Quero tudo. Mas já me contento com metade. Um terço, vá. Pronto, 2 peças e não se fala mais nisso...










A Blanco abriu online... Derreti! Este post está intimamente relacionado com o cantinho da dieta ali ao lado...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Constatações óbvias de segunda-feira

Eu preciso mesmo é de fins-de-semana maiores. Autch! Estou tão cansada :-)

domingo, 10 de abril de 2011

Estamos todos rotos


Quando se chega ao final da tarde de domingo e estamos todos rotos, às vezes isso é sinal que tivémos um dia em cheio. Hoje foi um dia assim. Esta noite vou adormecer com a alma cheia...