Cá continuo eu, ainda incógnita... Ainda não divulguei o Blog, a não ser ao meu marido... E esse, bem, esse já está habituado aos meus desabafos e devaneios...E por falar em marido, apetece-me hoje fazer algumas considerações sobre a cumplicidade. Diz o dicionário da língua portuguesa, e bem, que cúmplice é todo aquele que... "tomou parte num delito ou crime" ou ainda que é "participante em acção condenável"; é ainda significado de "cooperante" e "conivente"... Quem sou eu para discutir com os cérebros que elaboram estes calhamaços...? Mas que é redutora esta definição, lá isso é! Senão, vejamos...O meu marido é o meu maior cúmplice, simplesmente porque existe entre nós algo a que não conseguimos dar outro nome: CUMPLICIDADE! E é ela a mãe de todo o resto: das conversas sem fim, dos cozinhados A 4 MÃOS, dos silêncios em que só nós conseguimos ouvir, das decisões que tomamos, das noites longas e extenuantes, enfim... de tantos pormenores de maior ou menor importância na nossa vida quotidiana. Ser cúmplice é amar! É ter conversas em silêncio. É não ter vergonha. É entregar-se e dar tudo de si. TUDO, o bom, o menos bom e o assim-assim! É ler o pensamento do outro. É sentir que somos autênticos um com o outro. É dizer o que nos dá na gana e juntar o gesto à palavra sem medos... e passar uma noite em claro, a rir, a chorar, a amar, a fantasiar, a mimar e tantas outras coisas terminadas em -ar... -er... -ir... e adormecer de manhã com o corpo torpe... de prazer, de cansaço...Sim, somos cúmplices! Arriscar-me-ia a dizer que somos "cooperantes" e "coniventes"... mas nenhum dos nossos actos é um delito ou crime, ou mesmo uma acção condenável... digo eu, que sou suspeita.A não ser que seja condenável ficar louco(a)... por opção! E ser feliz!Ao meu cúmplice para toda a vida...
Sejam bem vindos, sejam quem forem, venham por bem, contribuam...Bem vindos onde? Não sei... Não tenho uma expectativa em relação a esta página. Acho que não devíamos criar altas expectativas em relação a nada; assim, tudo o que nos acontecesse de bom seria um ganho, tal e qual encontrar uma nota num casaco que já não vestimos desde o ano passado. É certo que ainda nos fica a dúvida do ganho a tirar do que nos acontece de ruim... Tipo descobrir que a nota já não pode circular porque o casaco veio da lavandaria e o papel está a desfazer-se... Bem, o que nos acontece de negativo permite-nos, pelo menos, esclarecer o que entendemos por positivo. Como saber se o morango é doce, se nunca provámos limão?Isto é giro :)Quando comecei a escrever não tinha tema e de repente... expectativa: a mãe de todas as desilusões. Não sou radical, não digo que devemos deixar de esperar o que quer que seja. Mas acredito na prudência de não esperar demasiado... Não somos todos iguais, não pensamos da mesma maneira, não é lícito esperar que os outros ajam à luz dos nossos desejos secretos. Por mais óbvios que nos pareçam. Quantas vezes somos nós que não correspondemos? Imaginem uma viagem a um destino de sonho. Tudo programado ao milésimo do milímetro. Tão programado que não há risco de correr mal.... bahhh! Vai correr, de certeza! Quanto mais não seja, vamos andar com um olho no relógio e outro nas vistas... já metade está perdido.Parece-me infinitamente lógico. Contudo, em abono da honestidade, sou obrigada a admitir que nem sempre consigo que a minha vida se reja pelas minhas teorias mais práticas... Sou assim. Tenho crenças, defendo valores, pauto-me por princípios e... falho! Faz parte. Mas pelo menos penso e se "penso, logo existo". Porquê "A 4 mãos tudo melhor"? Porque tenho a experiência recente de que fazer a 2 x 2 é do melhor que existe. E quanto mais não seja... 4 é mais que 2!Para primeira entrada, fico-me por aqui. Ainda não sei se alguém vai ler isto. Confesso que ainda não investiguei bem como funciona esta coisa, mas fico-me por aqui... Até breve?